Para que a escola seja um ambiente propício ao aprendizado, ela deve proporcionar segurança e bem-estar. Afinal, é assim que aprender pode ser mais saudável. Seja em ambientes presenciais ou virtuais, é preciso que os estudantes se sintam confortáveis, para que o aprender seja um processo que faça bem.

Entretanto, nem sempre é fácil manter o estresse do lado de fora da sala de aula. E, se muitas vezes os professores sentem-se pressionados, por excesso de atividades e cobranças, cansaço, jornada de trabalho longa e falta de tempo para si, isso também acontece com os alunos. A depender da idade, os fatores de estresse são diferentes, mas infelizmente, estão quase sempre presentes.

Com a pandemia e o distanciamento social, por exemplo, muitas crianças precisaram enfrentar, inclusive as menores, questões como doença, perda e insegurança, além da saudade dos amigos e da quebra da rotina escolar. Mas, mesmo antes desse período, fatores como competitividade, ansiedade, e até problemas familiares refletem no cotidiano dentro da sala de aula.

O estresse é multifatorial, ou seja, depende de inúmeros aspectos que, combinados, nos levam àquela situação. Por isso, o autocuidado é uma das maneiras de lidar com ele. Seja para professores ou alunos, é importante conseguir meios de reduzir o estresse, para melhorar não apenas a eficácia do aprendizado, mas para torná-lo mais agradável e prazeroso e para que, com isso, ele faça mais sentido na vida prática.

Uma das formas de diminuir o estresse é praticando mindfulness. Desde que John Kabat-Zinn criou o programa de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness, mais de 300 estudos foram realizados, comprovando que a prática diminui os níveis de estresse e a sensação ansiedade quando um praticante enfrenta um problema.

Mindfulness não muda nem transforma a realidade que nos cerca, mas altera nossa percepção do problema que se impõe e a relação do que acontece à nossa volta. Em outras palavras, o que mindfulness ajuda a mudar é maneira de nos relacionamos com nosso exterior. Isso porque ele nos ajuda a conquistar um espaço interno mais tranquilo, mesmo que saibamos que não podemos controlar o que está fora de nós.

Ao diminuir o nível de estresse, pesquisas apontam que caem os índices de afastamento de professores por síndrome de burnout, além de melhorar o equilíbrio emocional, a organização em sala de aula e aumentar a eficácia do trabalho. Já para os alunos, mindfulness é uma ferramenta para aumentar o foco, o equilíbrio emocional e a participação nas aulas, além de criar oportunidades para atitudes compassivas.

Em outras palavras, mindfulness é uma ferramenta para que tanto alunos quanto professores experimentem uma sensação de maior centramento, criando um espaço interno e tranquilo para se relacionarem com o que acontece ao nosso redor. E para você, como acredita que mindfulness pode te ajudar?

*Daniela Degani é especialista em meditação mindfulness, certificada pelo Mindfulness Training Institute da Inglaterra, e idealizadora da MindKids.
 
Fonte: Freire

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