Desenvolvida com foco inicial na governança e no impacto social, a agenda ESG ganhou força em um cenário corporativo historicamente voltado ao lucro e com mínima responsabilização socioambiental. Inclusive, de acordo com o estudo "Panorama ESG 2024", lançado pela Amcham Brasil, 71% das empresas brasileiras adotam práticas sustentáveis, visando um impacto positivo sobre o meio ambiente e questões sociais, fortalecimento de reputação no mercado e melhor relacionamento com os stakeholders.

No entanto, ainda que pareça evidente, o setor energético segue pouco explorado no centro desse debate. Mas, à medida que amadurece o entendimento sobre o papel das empresas na transição para uma economia de baixo carbono, as decisões energéticas passam a ocupar lugar central nessa estratégia.

Neste cenário, embora ainda não haja consenso, é impossível falar sobre o futuro do ESG sem abordar a energia. E não se trata apenas da escolha da fonte, ou seja, se renovável ou não, mas de aspectos como o modelo de contratação, o nível de eficiência energética, a rastreabilidade da energia utilizada e, sobretudo, a coerência entre discurso e prática. É justamente nesse nível de profundidade que o ESG se consolida como um verdadeiro diferencial competitivo, e não somente como sigla aspiracional.

Compreender que a escolha da matriz energética é uma decisão estratégica posiciona as companhias um passo à frente da concorrência. Contratada via mercado livre, adoção de geração distribuída ou de investimentos em eficiência, por exemplo, a energia está além do custo. Trata-se de uma narrativa que deve ser clara, mensurável e, acima de tudo, confiável.

O que isso significa na prática?

A área de sustentabilidade precisará se aproximar cada vez mais dos setores de energia, compras, tecnologia e inovação, visto que a partir dessa integração se comprova, de forma tangível, o compromisso ambiental das empresas. Dessa forma, a descarbonização deixa de ser apenas um discurso e passa a se concretizar na prática.

Em um cenário marcado por exigências regulatórias crescentes, consumidores mais conscientes e cadeias de valor cada vez mais atentas a metas claras de emissões, as companhias que se anteciparem e estruturarem sua política energética com inteligência ESG estarão mais preparadas para crescer de forma sustentável e gerar valor para todos os seus públicos.

Portanto, vista como uma realidade no Brasil, a transição energética deve ser compreendida como eixo central da estratégia corporativa. Afinal, o futuro do ESG não será moldado por boas intenções ou discursos inspiradores, mas por decisões concretas, integradas e corajosas. E quem começa a agir agora construirá o amanhã que queremos ver com responsabilidade.

*Vitória Alves de Sá é Analista de Inovação do Grupo Safira. Comunicadora e Relações Públicas, Vitória possui mais de dez anos de experiência em implementar e fortalecer a cultura de inovação, sempre aplicando uma visão analítica e habilidades de comunicação.

Fonte: VCRP

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