Que a inteligência artificial se transformou de tendência futurista à ferramenta cotidiana é inegável. No entanto, à medida que a adoção de tecnologias, como o ChatGPT, cresce no ambiente corporativo, um desafio silencioso conquista cada vez mais protagonismo: profissionais ainda não sabem pedir o que realmente precisam.

Seja para uma IA ou um colega de equipe, a dificuldade em estruturar uma solicitação, embora pareça detalhe trivial, impacta diretamente na produtividade, inovação e, sobretudo, na eficiência das organizações, de acordo com dados e experiências práticas.

Com prompts vagos e solicitações genéricas, sem contexto ou objetivos claros, instruções contraditórias, que demandam múltiplas correções e retrabalho, é possível notar um padrão organizacional, em que a comunicação ineficaz causa, na maioria das vezes, fracassos no ambiente de trabalho.

Isto vai além do simples uso da tecnologia, ao passo que segundo a consultoria McKinsey, falhas de comunicação interna reduzem em média 25% da produtividade das empresas. Já a Harvard Business Review reforça que 57% dos colaboradores dizem não entender exatamente o que se espera deles em tarefas novas. 

Neste sentido, se por um lado a inteligência artificial pode amplificar falhas humanas, por outro ela também serve como espelho. Isto é, quando o pedido é claro, o resultado é notável e preciso, minimizando ajustes e retrabalho. Trata-se do encaixe ideal entre intenção e entrega, em que o princípio vale tanto para máquinas quanto para interações humanas.

A arte de saber pedir (e perguntar)

Saber pedir é mais do que apenas uma habilidade técnica, é uma competência comunicacional estratégica, que melhora relacionamentos, evita ruídos e impulsiona a performance. Para desenvolvê-la, algumas práticas simples podem ser incorporadas, são elas:

  • Comece com o objetivo: Qual problema você quer resolver? O que precisa alcançar?
  • Forneça o contexto: O que motivou o pedido? Quais os limites e as referências?
  • Estruture a demanda: Se for complexa, partilhe em etapas ou blocos.
  • Oriente com referências: Se for um trabalho analítico ou técnico, indique bases confiáveis de consulta.
  • Valide a compreensão: Peça um retorno para confirmar se a demanda foi entendida como planejado.

Essa abordagem auxilia os dois lados da moeda, ou seja, tanto quem fez o pedido quanto quem o recebeu. E isto também vale para a IA. Demandando mudanças comportamentais urgentes, a exemplo de saber pedir, a utilização da tecnologia, embora permaneça em ritmo acelerado, requer maturidade organizacional, capacidade de síntese e visão estratégica. 

Portanto, uma cultura que valoriza a clareza e a comunicação eficaz está mais preparada para inovar, tomar decisões e escalar soluções, seja com ou sem IA. Afinal, pedir bem é muito mais do que saber usar a tecnologia. É sobre extrair o melhor da inteligência artificial, das pessoas e de todo o ecossistema.

*Simone Viotto é Gerente de Gente e Gestão do Grupo Safira. Administradora com MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Liderança na USF, ela possui mais de 15 anos de experiência na área de gestão de pessoas.

Fonte: VCRP

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