O Brasil está prestes a viver um momento histórico. Com a realização da COP30 em Belém (PA), em novembro de 2025, o país assume um papel de protagonismo poderoso: o de liderar a agenda climática global com exemplos concretos, riquezas naturais, avanços tecnológicos e um potencial energético que poucos no mundo conseguem igualar.

Especialistas e lideranças políticas enxergam um ambiente favorável à construção de agendas sólidas. O país está mais maduro institucionalmente, com capacidade técnica, articulação política e vontade do setor privado para transformar compromissos em ação. E isso faz toda a diferença.

A proposta de criação de um fundo verde global pelas Nações Unidas (Green Climate Fund – GCF) para apoiar os países em desenvolvimento em desafios relacionados às mudanças climáticas simboliza bem esse novo espírito. Para direcionar a atuação do GCF no Brasil, foi criado o Programa País do Brasil, que define prioridades nacionais e diretrizes para uso do Fundo. A iniciativa visa reunir recursos e esforços de múltiplos atores, do agronegócio às comunidades tradicionais, passando por infraestruturas sustentáveis de Energia, Transporte, Indústria e Serviços. A próxima atualização do Programa País está prevista para ser realizada em 2025.

Mais do que discursos, é hora de apresentar resultados — e o Brasil já tem números que impressionam. Com 89% da matriz elétrica composta por fontes renováveis, o país figura entre os líderes globais em consumo sustentável de energia. As projeções indicam que, até 2030, as fontes limpas representarão mais de 60% de toda a matriz energética nacional, com destaque para o crescimento da energia solar e eólica. No entanto, esse protagonismo precisa ser defendido com ações concretas. É fundamental acelerar a tomada de decisões estratégicas, com governança política alinhada às pautas técnicas do setor, investimento em inovação tecnológica para modernização de infraestrutura, eletrificação da economia e fortalecimento da segurança energética, por meio da complementaridade entre diferentes fontes de geração, de maneira estável e confiável.

Para que a COP30 cumpra seu papel, é preciso engajamento. A população deve compreender os compromissos assumidos no Acordo de Paris e as metas climáticas que precisam ser perseguidas com seriedade. O Brasil tem os recursos, a tecnologia e a experiência com fontes limpas de energia. O que precisamos neste momento é evitar as dispersões com pautas e agendas paralelas, através de ações focadas no consumidor e na sustentabilidade e resiliência das operações envolvendo energia.

A COP30 será mais do que uma conferência: será o reflexo das escolhas que estamos fazendo hoje. O mundo estará atento e o Brasil, se souber aproveitar o momento, poderá sair da condição de promessa para ocupar, de vez, o lugar de protagonista na construção de um futuro mais verde. Chegou a hora de mostrar ao mundo que o país tem potencial, e principalmente, compromisso.

Rodrigo Ferreira Fioriti é Consultor de Desenvolvimento de Negócios em Energia do Instituto ELDORADO - um dos maiores centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Brasil.

Fonte: ConteúdoInk 

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