O aumento das ações trabalhistas e a alta judicialização no Brasil estão colocando em risco o patrimônio imobiliário de milhares de famílias e empresas. Nesse cenário, cresce a relevância de ferramentas jurídicas pouco conhecidas, como a ativos digitais imobiliários, que, quando associada a tecnologias de tokenização e gestão digital de ativos imobiliários, pode funcionar como um verdadeiro escudo contra bloqueios e leilões judiciais.

O modelo, ao ser formalizado e devidamente registrado, separa posse e propriedade: o proprietário continua usando o imóvel, mas a titularidade plena fica vinculada a um contrato específico. Isso impede que terceiros, inclusive credores trabalhistas, penhorem ou leiloem o bem enquanto durar o vínculo. Em outras palavras, cria-se uma barreira legal e totalmente lícita contra expropriações indesejadas, um recurso ainda pouco explorado no Brasil, mas com enorme potencial de proteção patrimonial.

Essa evolução se concretiza com a integração dos cartórios à tokenização de ativos digitais imobiliários. Ao digitalizar o imóvel e registrar de forma transparente os direitos e obrigações envolvidos, cria-se um ecossistema de gestão pautado em auditoria, compliance e rastreabilidade. Essa convergência fortalece a segurança jurídica da operação e minimiza a possibilidade de nulidades ou contestações futuras.

Na prática, essa combinação gera um "congelamento jurídico" do imóvel. Com contratos de 15 ou 20 anos, o bem não pode ser usado como garantia para novas dívidas, nem incluído em execuções, sem quebra contratual. É uma proteção preventiva que antecipa riscos, um diferencial em tempos de instabilidade financeira e alta judicialização.

O entrave atual não está na lei, mas na cultura: muitos proprietários ainda vêem os ativos digitais imobiliários como perda de controle, quando, na verdade, trata-se de controle com segurança. É o próprio dono que decide blindar o imóvel, impedindo que terceiros o utilizem para satisfazer dívidas estranhas à sua vontade.

O mercado imobiliário tradicional já começa a se mover. Fundos, seguradoras e empresas enxergam que a digitalização da propriedade não é tendência passageira, mas uma redefinição do conceito de possuir e proteger imóveis. Transformar um bem físico em um ativo digital é operar em um nível mais sofisticado de gestão patrimonial, e quem adota cedo sai na frente.

Blindar um imóvel deixou de ser privilégio de grandes corporações. Em tempos de instabilidade, pensar em estruturas jurídicas inteligentes é a diferença entre preservar ou perder o patrimônio. A digitalização da propriedade já é realidade. Quem se antecipar terá seu imóvel protegido; quem resistir pode ser surpreendido pela volatilidade econômica e jurídica do país.

*Rafael Pimenta é fundador e CEO da Aluguel Virtual, referência em tokenização de ativos imobiliários na América Latina. Especialista em inovação tecnológica, atua desde 2021 na criação de modelos jurídicos e digitais que protegem o patrimônio de proprietários por meio da descentralização e contratos inteligentes.

Fonte: KR2 Comunicação

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