Um dos grandes desafios da medicina e da ciência é viver mais tempo e envelhecer com saúde. O declínio da taxa de fecundidade associado à expansão da expectativa de vida levará o Brasil, nas próximas duas décadas, a ter mais idosos do que crianças vivendo em seu território. Até 2060, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de que, a cada quatro brasileiros, um será idoso.

A cada ano, percebe-se a trajetória de envelhecimento populacional. Em 2010, a porcentagem da população com 65 anos ou mais não ultrapassava os 7,3%. Em 2030, na próxima década, será o dobro disso. Portanto, a sociedade precisa se preparar para acolhê-los.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) as mudanças necessárias são três: tornar as cidades amigáveis aos idosos; realinhar os sistemas de saúde às necessidades do idoso e desenvolver sistemas de cuidado de longo prazo, que possam reduzir o uso inadequado dos serviços de saúde. Com o surgimento de novas tecnologias, acesso a informações e educação continuada, identificamos formas de prevenção e diagnóstico precoce de diversas patologias.

Diante desses fatos, a meta dos profissionais de saúde e hospitais está em prevenir, diminuir ou reverter os declínios nas capacidades físicas e mentais do idoso. Atualmente, os idosos querem viver mais e, para isso, é importante manter-se em movimento, praticando alguma atividade física diária, ter uma alimentação saudável e sem excessos, assim como fazer os check-ups médicos com visita regular ao seu geriatra. Viver mais, sim, mas com saúde.

Devido ao envelhecimento populacional célere e intenso, foi criada, inclusive, uma nomenclatura: os muito idosos. Essa classificação abrange pessoas de 85 anos ou mais que, nesse momento, devem ser prioridade - seja pela saúde em si ou por causa da Covid-19, que, no início da pandemia, teve um efeito mais intenso entre essa população. Por isso, é importante que os muito idosos tenham um auxílio multidisciplinar para que melhorem sua saúde e disposição e continuem com vontade de viver.

Como envelhecer bem?

Para envelhecer bem, é preciso viver bem! Por isso, fique atento a algumas dicas:

• Realizar exames periódicos para diagnosticar precocemente e tratar as doenças e suas complicações, seguindo de forma correta as orientações do seu médico;
• Manter uma alimentação saudável: comer peixes, frutas, saladas, castanhas, azeite, e reduzir frituras, açúcar, sal e carboidratos em geral;
• Não fumar e não beber em excesso;
• Praticar regularmente atividades físicas;
• Manter-se ativo socialmente e manter a capacidade funcional, isto é, a capacidade de exercer as atividades do seu cotidiano com independência;
• Cultivar a espiritualidade e os afetos ao longo da vida;
• Cultivar os valores familiares e desfrutar de bons e inesquecíveis momentos!

Dra. Marayra França é geriatra da Rede Mater Dei de Saúde

Fonte: FSB Comunicação

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