Dormir não tem sido tarefa fácil nestes tempos de pandemia. A preocupação com a própria saúde e também com a saúde dos outros. A incerteza com o futuro do próprio negócio ou com o ambiente macroeconômico. A sobrevivência de nossos pais e avós, ou o futuro de nossos filhos e netos. Tudo tem feito o brasileiro perder o sono.

Como se não bastasse a Covid, somos ainda confrontados por outra terrível e menosprezada pandemia que aflige a absoluta maioria da população mundial: a má qualidade de sono. Durante muitas décadas, convivemos com a crença equivocada de que, para haver uma melhoria da condição socioeconômica, deveria se trabalhar à exaustão.

Hoje, a ciência comprova de modo inequívoco que, ao preterir o sono, a pessoa não só terá prejuízos socioeconômicos, mas também terá sua saúde severamente comprometida.

É certo que uma rotina disciplinada de sono só faz bem: ativa a memória; estimula a criatividade; acelera a velocidade de raciocínio; melhora o sistema imunológico; aumenta a disposição para atividades físicas e a propensão a se alimentar melhor, dentre muitos outros benefícios.

Mas ainda hoje, a maioria da população afligida por distúrbios do sono convive com problemas física e cognitivamente limitantes, além de cansaço que leva ao absenteísmo, à queda da produtividade e ao risco de acidentes, enquanto uma privilegiada minoria goza da plenitude de suas capacidades e viverá com qualidade por muitos anos.

O problema é global, mas aqui no Brasil é ainda mais grave: já há cerca de 30 anos que a produtividade média de um brasileiro típico vem se mantendo entre as mais baixas do mundo, enquanto os alunos brasileiros vêm apresentando uma das piores performances no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Anualmente, a Previdência gasta bilhões na indenização de acidentes de trabalho e as mortes no trânsito, em grande parte causadas por sono e fadiga, continuam assombrando de norte a sul do país.


E, apesar dessas tragédias sociais, é alarmante constatar que muitos desses casos são gerados por problemas comportamentais, que poderiam ser simplesmente remediados com conscientização e mudanças de hábitos. E é nesse ponto que, acreditamos, o empresariado brasileiro pode ajudar.

Estou certo de que podemos ajudar milhões de pessoas a alcançarem todo o seu potencial por meio de uma vida equilibrada, na qual uma noite bem dormida seja o início de uma vida plena. A visão é a de uma sociedade com menores níveis de estresse, mais descansada, alerta e atenta, vivendo no momento presente a experiência completa que a vida tem a oferecer.

Mas sabemos que o desafio é enorme e o mercado de "busca pela qualidade de sono" que está se abrindo em todo o mundo, é ainda maior. Por isso, é importante que muitos outros empreendedores brasileiros também se engajem nessa causa.

Fabricantes de produtos para iluminação e climatização de ambientes, nebulizadores e aromatizadores, e soluções de automação residencial; instituições de ensino; hospitais; hotéis; companhias de transporte e de seguros; indústrias farmacêuticas e de suplementos; indústrias automobilísticas; ou mesmo prestadores de serviços de saúde precisam se aliar a esse propósito que irá melhorar a qualidade de vida das pessoas, aumentar a produtividade de nossas organizações e ampliar a prosperidade de toda a sociedade.

Na verdade, investindo na qualidade do sono, temos uma oportunidade histórica não apenas de fazer nossos negócios prosperarem exponencialmente ou nosso país mais justo, mas também contribuir com a evolução de nossa própria espécie.

Sobre Josué Alencar, diretor da Coteminas e presidente do projeto Persono

Um economista e empreendedor no segmento de tecnologia, Josué já fundou duas startups, Aaura e Liga, a segunda focada em responsabilidade social e segurança pública. Hoje, liderando as iniciativas digitais da Coteminas S.A./Springs Global, uma das maiores companhias têxteis do mundo, Josué traz uma nova perspectiva para o negócio, implementando melhorias na experiência do consumidor, inovação sustentável, garantindo melhor produção com menos impacto e apostando na indústria 4.0. Idealizador do Persono, Josué tem um grande interesse em criar coisas que sejam ao mesmo tempo impactantes e economicamente sustentáveis.

Fonte: Fala Criativa Comunicação

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