Os Transtornos Mentais em Crianças e Adolescentes da Nova Geração

Assim como muitos, venho de uma família com um perfil mais rígido, onde demonstrar sentimentos sempre foi difícil. Raramente ouvia as emoções dos meus familiares serem verbalizadas. Demorei alguns anos para entender como manifestar afeto e aprender a dar e receber carinho. Felizmente, durante minha trajetória, redescobri a força transformadora de um abraço.

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da CMB (Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos), Mirocles Véras faz um clamor urgente das instituições.

No final de dezembro de 2019 foi deflagrada a pandemia de Covid-19, que se iniciou na China e rapidamente se alastrou para o mundo. A doença se caracterizou por ser capaz de causar pneumonias graves e outras complicações sistêmicas, o que resultou em sequelas e óbitos para muitas pessoas.

Dormir não tem sido tarefa fácil nestes tempos de pandemia. A preocupação com a própria saúde e também com a saúde dos outros. A incerteza com o futuro do próprio negócio ou com o ambiente macroeconômico. A sobrevivência de nossos pais e avós, ou o futuro de nossos filhos e netos. Tudo tem feito o brasileiro perder o sono.

Engraçado pensar que no último ano mantivemos contato com todos por meio da tecnologia na tela do celular ou do computador. Além dos colegas de trabalho, amigos, paqueras e familiares, os apps de serviço e as grandes redes de varejo também conversaram conosco o tempo todo.

As demências são um grupo de doenças que afetam a capacidade de um indivíduo viver de maneira independente devido a alterações da memória, raciocínio e habilidades sociais. Estas transformações podem acontecer em maior ou menor intensidade, a depender do subtipo. Dentre as causas de demência, a Doença de Alzheimer (DA) é a mais comum e representa cerca de 70% dos casos. Sua ocorrência aumenta significativamente com a idade e prejudica, no início, principalmente, a formação de memória para novos fatos e habilidades de localização.

Um dos grandes desafios da medicina e da ciência é viver mais tempo e envelhecer com saúde. O declínio da taxa de fecundidade associado à expansão da expectativa de vida levará o Brasil, nas próximas duas décadas, a ter mais idosos do que crianças vivendo em seu território. Até 2060, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de que, a cada quatro brasileiros, um será idoso.

Os impactos da crise no país, causada pela pandemia de covid-19, estão nítidos depois de mais de um ano e, por motivos óbvios, as pastas de Saúde e Economia estiveram nos holofotes desde o seu início. De um lado, a crise sanitária causada pelo enfrentamento de uma doença ainda desconhecida e altamente contagiosa e, de outro, a reação da economia, com a implementação de restrições de circulação, que limitam o acesso a bens de consumo, além da administração de uma taxa de desemprego histórica.

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