Empresário de Catanduva foi encontrado morto em um quarto de hotel em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, na madrugada da última quarta-feira. Thiago Troncoso, de 39 anos, foi encontrado no banheiro pela esposa, que pediu ajuda.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na Delegacia de Camboriú, a esposa foi quem encontrou o corpo do empresário, preso a um cinto, no banheiro do quarto onde estavam hospedados.
No relato, informou aos policiais que estaria na cama e seu esposo teria ido tomar banho. Quando percebeu a demora foi ver o que teria acontecido. Ainda segundo o documento, ao notar que o chuveiro não estaria ligado, teria arrombado a porta e encontrado o homem com o cinto no pescoço.
Ainda em seu depoimento à polícia, a mulher informou que teria tirado o cinto do pescoço do marido e deixado ele deitado no chão. Depois disso, teria ligado para recepção do hotel para pedir ajuda. Disse ainda que teria ficado no quarto até a chegada dos policiais.
O boletim de ocorrência foi registrado como suicídio.
A vítima enfrentava diversas ações na Justiça movidas por investidores depois de suposto ‘calote’ da empresa de Troncoso que vendia pacotes de investimentos em ativos digitais.
Os processos começaram a ser movidos nos meses finais de 2019, quando o projeto, denominado de Rota 33 teria deixado de pagar os investidores.
A empresa, que supostamente utilizava o CNPJ de outro empreendimento de Troncoso, não teria autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para oferecer os contratos coletivos.
Mais de 700 pessoas de Catanduva teriam investido nesse projeto e na Justiça tramitam ações cujo valor apresentado como prejuízo seria em torno R$ 30 milhões.
Investigada como pirâmide financeira, ainda em 2019, a Justiça em Catanduva determinou o bloqueio de bens de Troncoso e de R$1,4 milhão da empresa.
A empresa passou ainda a ser investigada pela CVM, e no ano passado, a Justiça de Catanduva informava que as contas bancárias da empresa tinham sido encerradas, não sendo possível concessão de tutela para garantir devolução às vítimas antes do trânsito em julgado.
Foto: Redes Sociais
Fonte: O Regional

