O verão ainda não chegou, mas as altas temperaturas no noroeste paulista neste início de primavera fizeram as vendas e produção de ventiladores dispararem em Catanduva (SP) – cidade polo na fabricação deste produto.

O clima ajudou na recuperação de um setor que tinha sido bastante afetado pela pandemia do coronavírus e acabou demitindo.

Em uma loja de Catanduva, são vendidas em média, em meses não tão quentes, 200 peças. Mas, com o calor das últimas semanas, esse número subiu para 600 peças por mês.

"O pessoal chega na loja e já quer levar no mesmo dia, não quer esperar, quer o produto na hora e não quer ficar mais uma noite esperando", afirma o gerente de vendas, Maicon Boldrim.

Nas indústrias de Catanduva, responsáveis por 70% da produção nacional de ventiladores, o ritmo é acelerado para atender à demanda.

ó em agosto, foram produzidas sete mil unidades por dia em uma fábrica, um crescimento de 300% em relação a outras épocas.

"Esperava crescer dentro de uma lógica, mas a gente não esperava tanto assim. Isso foi bom", diz o gerente industrial, Alexandre Marcos das Graças.

As fábricas, que ficaram fechadas por dois meses por causa da pandemia do coronavírus, voltaram a abrir as portas agora com o calor, que veio em boa hora.

"De repente, voltamos da pandemia tendo que contratar, dobrar o número de funcionários, e tem uma demanda muito grande ainda", afirma Alexandre.

Assim como outros setores da economia, as indústrias de ventiladores sentem dificuldades para encontrar matéria-prima, como os derivados do aço. As usinas deixaram de produzir durante a pandemia e agora não dão conta de suprir a demanda.

Agora, além de rara, a matéria-prima subiu demais. "Desde julho, a gente vê uma distorção nos preços, dispararam, e temos de repassar aos poucos para os clientes. Esse ano vai ser um estouro a venda de ventiladores", diz o gestor comercial Luís Fernando Atílio de Jesus.

Fonte: G1 RioPreto

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