Matheus Frizzo em ação pelo Novorizontino na derrota para o Goiás — Foto: Ozzair Jr./Novorizontino

O Novorizontino bateu na porta da Série A do Brasileiro pelo terceiro ano seguido, mas novamente não entrou. Curiosamente, o palco da eliminação foi o mesmo da edição passada: o estádio Serrinha, em Goiânia, onde o Tigre do Vale também perdeu por 1 a 0. A diferença é que, em 2024, a derrota foi na última rodada.

Em 2025, o Aurinegro de Novo Horizonte dependia apenas de si para subir, mas fica sem chances de acesso na penúltima rodada e jogará a partida final apenas para cumprir tabela.

A frustração é tão grande quanto o investimento do clube. O Grêmio montou um dos elencos mais caros e fortes desta Série B. A família Biasi, dona da SAF e que injeta dinheiro no time há muito tempo, apostou alto em um plantel mais valioso que as temporadas anteriores.

A diretoria, liderada pelo presidente Genilson Santos e pelo diretor Michel Alves, teve mérito em montar um elenco com cara de Série A. Porém, começou a competição com uma decisão bastante questionável: a demissão do técnico Eduardo Baptista.

O erro foi, principalmente, de Michel, que quis trazer para o clube o treinador Umberto Louzer, materializando um desejo do gestor. Louzer foi demitido pelo CRB e, poucos dias depois, o Novorizontino dispensou Baptista para trazê-lo.

Além do grave erro, na troca de um técnico consolidado por uma aposta duvidosa, havia ainda a questão do momento que isso aconteceu. Eduardo Baptista, que havia mudado o patamar do Tigre do Vale nos anos anteriores, foi demitido apenas três dias antes do início da Série B.

O Aurinegro tinha feito um bom Paulistão, havia se classificado para a terceira fase da Copa do Brasil e estava há quase um mês se preparando para o Brasileiro. A troca foi tão repentina que Louzer sequer teve tempo para comandar o time na primeira rodada da Segundona, contra o Avaí.

O novo treinador até chegou a ter um bom momento no clube, conseguindo ficar no G-4 por várias rodadas seguidas. Mas o futebol não agradava, e os resultados começaram a piorar.

A diretoria acertou ao demitir Louzer, recalcular a rota e trazer Enderson Moreira, que devolveu a esperança do acesso ao Aurinegro de Novo Horizonte. O time voltou ao G-4 na 32ª rodada, mas uma série de quatro empates seguidos (contra Amazonas, Botafogo-SP, América-MG e Remo) minou o sonho.

Enquanto isso, o demitido Eduardo Baptista foi para o Criciúma, tirou os catarinenses da zona de rebaixamento e impulsionou para a 3ª posição a uma rodada do fim. A equipe carvoeira está muito perto do acesso.

O Novorizontino de Baptista fez 63 pontos em 2023 e 64 em 2024. Em 2025, são 57 pontos em 37 rodadas. Chegará, no máximo, a 60 se vencer o CRB no próximo domingo. O agravante é que o elenco de 2025 é mais caro e mais forte que os anos anteriores.

Não é possível cravar que Eduardo Baptista subiria, mas é evidente que as chances seriam muito mais altas que foram com Louzer.

Alguns erros, por outro lado, não poderiam ser previstos e são uma obra inexplicável do futebol. Matheus Frizzo fez uma grande temporada de 2024 pelo Coritiba com 15 gols e seis assistências. Chegou no Novorizontino com a camisa 10 às costas e o maior salário da história do clube.

Porém, decepcionou fortemente e marcou apenas cinco gols em 44 partidas neste ano. Amargou o banco de reservas na reta final da Série B.

Outro que pouquíssimo entregou foi o meia Rômulo, que voltou para o mesmo time que brilhou dois anos atrás. Foram 15 jogos dele em seu retorno e nenhum gol marcado. Deu apenas uma assistência e não é nem sombra do jogador que chamou a atenção do Palmeiras.

Outro fator que prejudicou bastante o Novorizontino foi a série de lesões no ano: Marlon e Renato Palm sofreram LCA e se despediram de 2025 cedo demais. Os atacantes Nathan Fogaça, Robson e Caio Dantas foram outros que se machucaram e perderam muitos jogos.

A indisciplina dos jogadores também foi uma das causas pelo não acesso. O Tigre foi o terceiro time com mais expulsões na competição: foram nove. Waguininho, Dantas e Fábio Matheus lideram a estatística com dois cartões vermelhos cada.

Apesar de todos esses fatos negativos, o cenário do Novorizontino está longe de ser terra arrasada. O projeto de futebol do Aurinegro é um dos mais inovadores do futebol brasileiro, e o clube já faz por merecer o acesso à elite do Brasil.

Futebolisticamente, o Grêmio não fez o suficiente para subir nesta Série B. Mesmo que Genilson e Michel tenham errado muito em 2025, eles já provaram que são capazes para impulsionar o Novorizontino ao próximo passo. A expectativa é alta justamente pelo bom trabalho que desenvolveram nos anos anteriores.

A dupla terá muito trabalho para desenhar o planejamento de 2026 e definir quem fará parte do elenco. Com o investimento frequente no futebol e na estrutura, é questão de tempo para o acesso inédito do clube que representa a pacata cidade de 38 mil habitantes.

É hora de aprender com os erros e voltar mais forte para o ano que vem.

Fonte: Arcílio Neto - GloboEsporte.com

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