O docente do curso de Educação Física da Unifipa, Prof. Dr. Cássio Gonçalves, foi convocado para integrar o corpo técnico da fase de treinamentos da Seleção Brasileira de Base de Judô Paralímpico. A convocação foi feita pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), responsável pela organização e desenvolvimento da modalidade no país. Entre os dias 7 e 13 de março, 27 jovens atletas de diferentes regiões do Brasil estão reunidos no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, participando de período intensivo de avaliações e treinamentos que visam definir a formação da seleção de base da modalidade.

 

De acordo com o professor Cássio, esta é a primeira de várias etapas previstas para este ano. "Serão seis fases durante o ano. Desses atletas sairão aqueles que vão formar a Seleção Brasileira e participar das competições internacionais representando o Brasil", explicou.

 

 

Formado em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) e doutor em Ciências da Saúde, o docente da Unifipa atua no desenvolvimento do judô paralímpico desde 2012. O trabalho envolve parcerias com o Centro de Referência do Comitê Paralímpico Brasileiro e com o Instituto dos Cegos de Rio Preto, contribuindo para a formação esportiva de atletas com deficiência visual. Esta não é a primeira participação do professor na equipe técnica da seleção nacional. Em 2024 ele já havia sido convocado para integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira de Judô Paralímpico Sub-23 durante o Grand Prix de Judô para Cegos, realizado no Cazaquistão.

 

Para o docente, a nova convocação representa reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos. "Fiquei muito feliz por essa oportunidade, por ser um dos convocados novamente pelo Comitê Paralímpico. Essa é a minha terceira oportunidade com a seleção e a primeira com a seleção de base", afirmou.

 

Além da experiência profissional, o professor destaca que a participação também contribui para o fortalecimento da formação acadêmica na instituição. Segundo ele, o contato com o ambiente de alto rendimento pode trazer benefícios diretos aos estudantes do curso de Educação Física da Unifipa. "Acredito que essa experiência também influencie os alunos do curso, pois eles podem ter contato com as diversas áreas que a profissão pode levar. Em contrapartida, aqui no Centro Paralímpico Brasileiro também estou aprendendo novos testes e metodologias, que poderei compartilhar com os alunos. É uma experiência profissional e pessoal", destacou.

 

Ao longo de 2026, a Seleção Brasileira de Base de Judô Paralímpico deverá participar dos principais eventos internacionais do calendário esportivo da modalidade, representando o país e ampliando o processo de desenvolvimento de novos talentos para o esporte paralímpico brasileiro.

 

Foto: Arquivo Pessoal

Texto: Alan Gazola - Comunicação Fundação Padre Albino

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