Comumente, à medida que os períodos de festas e férias se aproximam cresce o tráfego em vias urbanas e rodovias, tornando ainda mais urgente reforçar a atenção a três grandes fatores de risco no trânsito: o excesso de velocidade, o consumo de álcool e a fadiga do condutor.

Dados recentes apontam que em 2024 foram registradas 37.150 mortes por sinistros de trânsito no Brasil, um aumento de 6,51% em relação a 2023. Em rodovias federais a situação também se agravou: em 2024, foram contabilizadas 73.156 ocorrências com 6.160 vítimas fatais, o que representa mais de 16 mortes por dia no trecho federal.

Quanto ao excesso de velocidade, as infrações nas rodovias federais em 2024 ultrapassaram 6,5 milhões, sendo essa conduta a que lidera com aproximadamente 90% das autuações. No que diz respeito ao álcool, um estudo da organização Vital Strategies apontou que, se o consumo de álcool fosse reduzido em 20% no Brasil, poderiam ser evitadas cerca de 10.400 mortes por ano — o equivalente a uma vida salva a cada hora.

Esses dados evidenciam que a combinação de dirigir em alta velocidade, sob efeito de álcool ou com fadiga acumulada converge para um cenário crítico, especialmente em momentos de forte fluxo como feriados prolongados, férias escolares e retornos de veraneio. Em regiões de destino turístico ou em grandes deslocamentos interestaduais, os riscos se multiplicam. A velocidade elevada reduz o tempo de reação, o consumo de álcool compromete a capacidade de julgamento e a fadiga e afeta seriamente a atenção e os reflexos. Em um trecho de rodovia de pista simples ou urbano com pedestres e ciclistas, esses três fatores somados aumentam drasticamente a probabilidade de sinistros graves ou fatais.

Especialistas em segurança viária reforçam que cada decisão ao volante conta e que o condutor exerce impacto não apenas sobre si mesmo, mas sobre todos que compartilham a via. "Respeitar os limites de velocidade não é questão de multa, é questão de vida. Não dirigir após consumir álcool, mesmo em pequena quantidade, e reconhecer que o cansaço exige pausa são atitudes que salvam vidas", afirma Luiz Gustavo Campos, diretor da Perkons e especialista em trânsito. "O trânsito pede empatia, responsabilidade e atenção, não se trata apenas de estar em movimento, mas de zelar pela convivência segura de pedestres, ciclistas, passageiros e outros motoristas", completa.

Fonte: LideMultimidia

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