Os vereadores que fazem parte da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o setor de Comunicação da Prefeitura de Catanduva decidiram fazer uma representação junto ao Ministério Público, por improbidade administrativa, para que Osvaldo de Oliveira Rosa seja imediatamente afastado do cargo de prefeito, após testemunhas confirmarem irregularidades praticadas pelo Executivo, durante oitiva realizada nesta sexta-feira (16). 

A primeira convocada ouvida pelos vereadores foi a jornalista Kátia Müller, que atua na Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Catanduva. Por mais de duas horas, ela comentou as supostas irregularidades praticadas pelo Executivo, como a utilização de material produzido pela equipe de Comunicação e, consequentemente pago com dinheiro público, nas redes pessoais do prefeito Osvaldo, o que caracteriza crime de improbidade. 

Questionada pelo vereador Mauricio Gouvea se as “colabs” feitas com os perfis da prefeitura e do prefeito representariam crime, a profissional admitiu: “É improbidade.”  

Depois de Kátia, os vereadores falaram com Marco Antonio Queiroz do Carmo, profissional que atua há mais de 40 anos em empresas de radiodifusão da cidade. Marcão trabalhava na VOX e contou que teve o contrato encerrado para que Rodrigo Gabas, proprietário da rádio, passasse a negociar verbas diretamente com o setor de Comunicação da Prefeitura.  

“Percebi que era negociata, já que os valores eram astronômicos, muito acima da tabela praticada. O dinheiro não era empregado em campanhas publicitárias, tinha outra finalidade. Seguramente posso dizer que entre agosto e dezembro de 2023, a VOX recebeu mais de R$ 50 mil”, garantiu Marcão.   

O último ouvido pela CEI foi o radialista Cristiano Geraldi, gerente operacional da Rádio Jovem Pan de Catanduva. Durante sua participação, ele também afirmou ter observado irregularidades na Comunicação, incluindo vídeos relativos a eventos particulares ou partidários.  

“Os mesmos vídeos são postados nas redes da prefeitura e do prefeito. São publicações repetidas, em que o padre é a voz ativa, o que poderia caracterizar promoção pessoal, que é proibido por lei”, explica Geraldi.  

O vereador Maurício Gouvea, presidente da CEI da Comunicação, comentou o resultado da oitiva realizada nesta sexta.  

“Foram denúncias muito graves, com provas muito cristalinas, e agora o judiciário terá que tomar providências”.  

Uma nova oitiva será realizada no dia 15 de março. Na ocasião, serão convocadas duas funcionárias da Comunicação da Prefeitura, além de Marina Gabas e Rodrigo Gabas, proprietários do Jornal O Regional e da Rádio VOX.  

Os depoimentos serão abertos ao público e transmitidos ao vivo pelo YouTube e Facebook da Câmara Municipal.

Fonte: Câmara Municipal de Catanduva

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