A Polícia Civil instaurou inquérito, nesta segunda-feira (6), para apurar uma denuncia feita pelo prefeito reeleito em Catanduva (SP), Padre Osvaldo (PL), de desvio de R$ 15 milhões em recursos públicos nas contas da Câmara Municipal. A declaração foi feita durante cerimônia de posse na quarta-feira (1º).

Em discurso na Casa de Leis, Padre Osvaldo pediu que o presidente eleito, Marcos Grippa (PL), apure com rigor a denúncia de desvio de verba que, segundo o prefeito, ocorreu durante os anos de 2023 e 2024, que foram comandados pelo vereador e então presidente do legislativo, Marquinhos Ferreira (PT).

“Presidente eleito, eu vos peço, nós pedimos para o próximo biênio da Câmara Municipal, que você trabalhe incansavelmente para moralizar o nosso legislativo e responsabilizar as pessoas envolvidas nos mais de R$ 15 milhões desviados dos cofres da Câmara durante os dois últimos anos", disse Padre Osvaldo durante o discurso.

Por conta dessa fala, a Câmara já havia determinado ponto facultativo na quinta-feira (2) e sexta-feira (3) para levantamento da documentação referente à suposta irregularidade.

O delegado João Lafayette Sanches, responsável pelas investigações, informou que enviou um oficio determinando que o atual presidente da Câmara encaminhe imediatamente os documentos à polícia. Ainda segundo Lafayette, serão investigados os contratos e as contas da última gestão do legislativo.

À TV TEM, o vereador Marquinhos Ferreira informou por meio de nota que as declarações do prefeito Osvaldo são levianas e mentirosas. Segundo ele, as contas de seu primeiro ano de gestão na presidência da Câmara foram aprovadas pelo Tribunal de Contas (TC) e reiterou estar certo de que as contas de 2024 também serão aprovadas. Disse, também, que pretende processar o prefeito devido às declarações.

Em nota, o prefeito informou que as declarações foram feitas com base em indícios nos orçamentos dos anos anteriores. Por exemplo, em 2022, o valor total utilizado para as despesas da Câmara foi de aproximadamente R$ 9 milhões. Em 2023, a previsão era de R$ 10 milhões.

Porém, foram gastos cerca de R$ 16 milhões, portanto, R$ 6 milhões a mais, segundo o chefe do executivo. Já em 2024, enquanto a previsão indicaria algo em torno de R$ 11 ou R$ 12 milhões, a Câmara gastou quase R$ 23 milhões, ou seja, pelo menos R$ 11 milhões a mais.

Padre Osvaldo alega que, diante dos números, concluiu que pode ter havido um desvio acima de R$ 15 milhões em dois anos na Casa de Leis.

Fonte: G1 RioPreto

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