O presidente da Câmara de Catanduva, vereador Marcos Crippa, usou a Tribuna na Sessão Ordinária desta terça-feira (9) e protestou contra a decisão antecipada da Juíza Maria Clara, em desfavor a Associação Bom Pastor. A Associação luta desde 2017 pela construção de unidades habitacionais de interesse social no bairro Pachá I, região periférica de Catanduva.

O vereador disse que desde o início do Projeto Habitacional de Interesse Social para famílias de baixa renda houve muita resistência. Crippa defendeu os mais necessitados, que com dificuldade aderiam ao projeto para aquisição do terreno.

“Tem pessoas que têm o prazer de estragar o sonho de pessoas que jamais iriam conseguir comprar um terreno para construir sua casa. Quem será que tem esse tipo de interesse? Os que ganham pouco não são”, falou durante a sessão do Legislativo.

Segundo o parlamentar, o processo de aprovação do loteamento chegou ao final de março de 2023 e, desde então, a Associação Bom Pastor e o Ministério Público caminharam para a assinatura de um TAC, o Termo de Ajustamento de Conduta.

“A Associação Bom Pastor vem esclarecendo todos os pontos questionados pelo Ministério Público, enquanto o projeto de aprovação do loteamento seguiu atendendo todas as exigências da Prefeitura de Catanduva, da SAEC, da CETESB e do Graprohab, órgão técnico do Governo do Estado que autoriza o parcelamento de solo no Estado de São Paulo. A documentação está correta, porém, infelizmente, após uma denúncia anônima infundada, o Ministério Público entrou com uma Ação Civil Pública”, falou ele.

Crippa disse que vai colaborar para tentar reverter essa condenação junto ao Tribunal de Justiça “para que essas pessoas tenham um mínimo de dignidade, ter onde morar, poder falar para seu filho que conseguiu comprar um bem, que conseguiu ter uma casa própria, um teto para morar”, frisou ele.

O vereador encerrou destacando que em nenhum momento a juíza que condenou a Associação chamou alguns dos 1.096 associados para perguntar se eles compraram um lote e são consumidores, ou se eles participaram de uma compra coletiva de terra para fazer o seu próprio loteamento.

Apresentando um vídeo da votação dos associados durante assembleia realizada na última quinta-feira, dia 3 de abril de 2025, Crippa disse que os associados decidiram em assembleia que querem seguir com o projeto. "Eles querem finalizar o loteamento e conseguir construir a tão sonhada casa própria”, completou o presidente da Câmara de Catanduva.

Fonte: Comunicação Social / Câmara de Catanduva

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