Durante a última sessão ordinária da Câmara de Catanduva, realizada nesta terça-feira, 17 de março, o vereador David Roger utilizou o espaço Pinga-Fogo, na Tribuna do Legislativo, para relatar uma série de problemas estruturais em unidades escolares do município, além de questionar investimentos realizados em espaços públicos.
O parlamentar destacou a situação da Escola Municipal Dora de Arruda Mendes, apontando a existência de goteiras, infiltrações e falhas estruturais. Segundo ele, o problema mais grave está relacionado à presença de mofo em salas de aula, situação que, conforme alertou, pode causar diversos problemas de saúde, como tosse frequente, chiado no peito, falta de ar, crises de asma, além de alergias, irritações e complicações respiratórias decorrentes da exposição contínua.
David Roger afirmou que a situação vem se agravando nos últimos dias e ressaltou que utilizou a tribuna de forma responsável para cobrar providências do poder público. “A ausência de intervenção pode refletir diretamente no aumento da demanda por atendimentos na área da saúde”, frisou.
O vereador também chamou atenção para as condições da Escola Municipal Santos Aguiar, onde relatou problemas como infiltrações, goteiras e a falta de manutenção estrutural. Um dos pontos mais críticos, segundo ele, é o não funcionamento do elevador desde 2025.
“A unidade conta com uma aluna cadeirante que depende do equipamento para acessar a sala de aula, enfrentando atualmente dificuldades logísticas inadequadas. Em dias de chuva, a estudante deixa de frequentar as aulas, impactando também a rotina familiar, já que a mãe precisa permanecer em casa para acompanhá-la”, comentou.
Ainda conforme David Roger, o elevador está há cerca de 15 anos sem manutenção, necessitando de reparos estimados em aproximadamente R$ 38 mil. O vereador também mencionou a existência de pisos soltos na escola, que representam risco à segurança de alunos e funcionários.
Além das questões na área da educação, o parlamentar apresentou apontamentos sobre investimentos realizados no Bosque Municipal. Após fiscalização, ele citou contratos que envolvem valores como R$ 160 mil para a construção da chamada “Casa do Coelho”, R$ 272 mil para o recinto do macaco-prego e R$ 149 mil para um corredor de segurança destinado aos animais. Também mencionou despesas com decoração, na ordem de R$ 43 mil.
Diante dos números, David Roger questionou a aplicação dos recursos públicos, sugerindo a necessidade de análise sobre a efetividade dos investimentos, que somam mais de R$ 500 mil. O vereador ponderou que, embora o espaço seja importante para o lazer da população — especialmente para crianças que têm no bosque uma das poucas opções de recreação —, é fundamental avaliar se os recursos foram empregados de forma adequada diante de outras demandas prioritárias do município.
Ao final, o parlamentar reforçou a importância da fiscalização e da transparência na gestão pública, defendendo ações que garantam melhores condições nas escolas e o uso eficiente dos recursos em benefício da população.
Fonte: Comunicação Social / Câmara de Catanduva / Texto: Tiago Lotto
Fotos: Tamires Estruzani
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