Devido a situação pandêmica muito tem se falado em tratamento precoce para pacientes positivados para Covid-19. A Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou um boletim na terça-feira (23) na qual condena, entre outros pontos, o uso de remédios sem eficácia contra o Coronavírus muitas vezes utilizados precocemente com sérios efeitos colaterais.

Devido a isso, a vereadora Taise Braz (PT) questiona o prefeito Padre Osvaldo de Oliveira Rosa (PSDB), juntamente com o Comitê de Enfrentamento a Covid-19, sobre algumas questões relacionadas a implementação de um Programa de Abordagem Imediata (tratamento precoce).

A parlamentar questiona sobre a reunião que ocorreu no último dia 19 de março ter sido convocada apenas para um grupo seleto de pessoas, “dando a impressão de que foram escolhidos a dedo para a apresentação”, pontua Taise.

Ainda na propositura, Taise questiona sobre o posicionamento do Comitê de Enfrentamento a Covid-19 relacionado ao tratamento, assim como qual o posicionamento técnico da Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária junto a Anvisa, OMS e órgãos responsáveis.

Taise ainda solicita informações se “foram convocados para a reunião especialistas referência no municio e região como, infectologistas, epidemiologistas, pneumologistas, sanitaristas, microbiologistas e afins”, questiona a parlamentar.

Ainda no requerimento, há um questionamento sobre a necessidade e motivação de assinatura de um termo de responsabilidade dos que possivelmente aderirem o protocolo de tratamento precoce.

“Que seja apresentado publicamente estudos, como artigo publicados pela comunidade cientifica, perfil de grupo tratado, resultados positivos, contra indicações e efeitos colaterais”, solicita Taise.

Taise ainda questiona sobre a aplicação do protocolo de tratamento precoce no município.

“Haverá treinamento de profissionais, criação de política pública de acesso aos medicamentos, estrutura como recursos humanos, insumos, locais, cronograma de acompanhamento como exames e demais? Como será o subsídio dos recursos, de onde virão e como serão administrados, tendo em vista que os medicamentos não são fornecidos pela rede pública de saúde e possuem um custo elevado para grande parte da população”, pontua a parlamentar.

Por fim, Taise questiona se estão sendo pensadas ou consideradas novas medidas restritivas comprovadamente válidas pelos órgãos reguladores.

O requerimento foi aprovado na última sessão (23/03) e encaminhado ao Executivo.

Foto: Tamires Estruzani

Texto: Comunicação Social

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