A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (29), reajuste de 10% nos salários de todos os profissionais da Educação paulista e um novo plano de carreira para professores, com salário inicial de R$ 5 mil -aumento de 73% do que era pago até então.

O presidente da Alesp, deputado Carlão Pignatari, responsável por pautar a votação, comemorou a aprovação da medida pelo Plenário da Casa. "Esse projeto vai melhorar substancialmente a educação no Estado de São Paulo, que tem avançado a cada dia, com as escolas em tempo integral e outras conquistas, como recursos para melhorias", disse.

Direcionado para professores, diretores escolares e supervisores, o novo plano elaborado pelo Poder Executivo é baseado em um modelo de trilhas, que são rotas de crescimento profissional percorridos pelo docente, com promoções por desempenho e desenvolvimento.

São três trilhas diferentes: Regência, a trilha principal para docentes, e Especialista Educacional e de Gestão Educacional, as duas trilhas de desenvolvimento complementar. A evolução na carreira dentro das respectivas trilhas compreende 15 diferentes níveis salariais.

O Projeto de Lei Complementar 3/2022 aprovado estabelece jornada de 40 horas semanais para o salário inicial, podendo chegar a R$ 13 mil no nível mais alto da carreira. O texto também prevê a criação de gratificações para docentes que atuam em áreas de risco e em período noturno. A adesão ao novo plano será opcional aos profissionais que já atuam na rede estadual.

Já o reajuste salarial de 10% será destinado para todos os servidores da Secretaria de Estado da Educação, incluindo docentes que não adotarem ao novo plano de carreira, profissionais do Quadro de Apoio Escolar, aposentados e pensionistas.

O projeto de lei complementar cria também as funções de Especialista em Educação e Gestão Educacional, Coordenador de Equipe Curricular, Professor Especialista em Currículo, Coordenador de Gestão Pedagógica e Coordenador de Organização Escolar - funções que deverão ser desempenhadas de acordo com os diferentes graus de formação dos profissionais.

O projeto segue agora para sanção ou veto, total ou parcial, pelo governador João Doria.

Discussão

Durante a discussão do projeto, o líder do governo na Casa, deputado Vinícius Camarinha (PSDB), defendeu a aprovação do projeto e o reajuste aos servidores da Educação. "É um item fundamental, os nossos aposentados estão a dez anos sem nenhum tipo de reajuste, e estamos concedendo o reajuste nesse projeto", afirmou.

O deputado Daniel José (Novo) elogiou a nova organização em níveis do plano de carreira para os professores. "É uma carreira muito bem organizada, na qual a evolução acontece conforme a educação evolui. Qualquer profissional deve ser medido com a capacidade daquilo que entrega, no caso do professor é crucial que seja avaliada a qualidade do seu trabalho", disse.

Já deputados da oposição se manifestaram a favor da separação do reajuste salarial e da nova carreira em diferentes projetos. "A carreira teria que ter tido muito mais tempo para ser discutida", disse o deputado Caio França (PSB).

Para o deputado Carlos Giannazi (PSOL), o projeto do Executivo não ampara os servidores e aposentados. "Embora haja um reajuste, que não repõe as perdas inflacionárias, esse projeto talvez seja o último reajuste dos aposentados. Nossa luta do magistério era por 33,24%, que é o valor do reajuste do piso nacional", afirmou.

O projeto foi aprovado com duas emendas e seis subemendas propostas por parlamentares de diversos partidos. Uma das emendas aprovadas garante que até a publicação da lei, o corpo docente das escolas estaduais de ensino integral seja composto exclusivamente por professores coordenadores. A segunda emenda acrescenta gratificação para os profissionais que aderirem aos novos cargos de complexidade. Já as subemendas determinam que a demissão de docentes da nova carreira seja feita por meio de ato devidamente fundamentado e motivado.

O secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, comemorou a aprovação do projeto. "A Alesp acaba de aprovar o PLC 3. A Nova Carreira Docente já é uma realidade no Estado de SP. Vitória da educação", escreveu ele no Twitter.

Defensoria e TCE

Durante a sessão extraordinária desta terça, os parlamentares também aprovaram os projetos que tratam sobre os salários dos quadros de funcionários da Defensoria Pública, Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa do Estado.

O Projeto de Lei Complementar 5/22 e o Projeto de Lei Complementar 6/22 reclassificam os vencimentos dos defensores públicos e dos integrantes do subquadro de apoio da Defensoria Pública do Estado. Já o PLC 8/22 trata do reajuste para os servidores do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

O Plenário foi favorável também ao PLC 4/22, que reajusta em 10% os salários dos servidores da Alesp.

Fonte: ALESP

Novorizontino vence o Botafogo e assume a liderança do Paulistão

Leia mais...

Recanto Monsenhor Albino capacita cuidadores de pessoas idosas em Urgência e Emergência

Leia mais...

SMEL retoma atividades nos Núcleos Esportivos e reúne mais de 1.600 alunos em Catanduva

Leia mais...

FPA divulga Padre Albino em evento nacional em Cachoeira Paulista

Leia mais...

Panelão Solidário entrega 1.313 litros de leite ao HCC

Leia mais...

Catanduva FC estreia com vitória contra Francana na Série A3

Leia mais...