A Polícia Civil indiciou três suspeitos de se passarem por vendedores de filtros de água para aplicar golpes em idosos em Urupês (SP). A operação, denominada Hidra de Lerna, terminou com a conclusão de dois inquéritos policiais no final de maio. Conforme a investigação, o prejuízo às vítimas chega a R$ 23 mil.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Sérgio Durão, os inquéritos investigaram os crimes de estelionato e furto mediante fraudes contra idosos na cidade.

A primeira vítima, de 75 anos, teve um prejuízo de R$ 5 mil, uma vez que transações bancárias foram feitas com o cartão bancário dela durante uma visita de dois homens, que se identificaram como vendedores de filtros de água.

A segunda vítima, de 78 anos, teve um prejuízo de mais de R$ 18 mil, após ter os cartões bancários furtados e usados para compras em lojas de eletrodomésticos, joalherias, postos de combustíveis, oficina mecânica e restaurantes.

Um dos golpistas, de 30 anos, inclusive, usou o cartão do idoso para compra de um anel de noivado para a namorada, também investigada como integrante da quadrilha.

As investigações que envolveram a quebra de sigilo bancário e telefônico identificaram seis pessoas, sendo um deles apontado como líder do esquema criminoso por possuir uma empresa de vendas de filtros de água, utilizada como fachada para a prática do golpe.

O homem foi condenado pela Justiça. Os integrantes da quadrilha são moradores de Americana e Santa Bárbara d'Oeste (SP). Desses, três indiciados foram presos preventivamente.

Ainda conforme o delegado, os suspeitos possuem passagens criminais, envolvendo a venda de filtros para idosos, além de crimes de estelionatos, roubos com violência, furtos, homicídios tentados, crimes sexuais, entre outros.

Como funcionam os golpes?

Segundo o delegado, a investigação concluiu que a quadrilha viajava para diversas cidades do estado com o intuito de venderem os filtros de água nas portas das casas. Sem que os idosos percebessem, passavam valores acima dos estabelecidos nas máquinas de cartão.

Se não conseguiam fazer a venda, distraíam as vítimas enquanto um dos golpistas furtava o cartão. A partir daí, faziam empréstimos bancários, saques, compras e transações bancárias.

A ação, batizada como Hidra de Lerna, refere-se a um monstro fictício, filho de Tifão e Equidna, que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na Argólida. A Hidra tinha corpo de dragão e várias cabeças de serpente.

A Polícia Civil adverte que familiares que tenham idosos os orientem a não receberem pessoas estranhas nas casas e não façam transações e aquisições de produtos, sem a presença de outros familiares que possam checar essas ações.

Fonte: G1 RioPreto

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