Conhecida pelos inúmeros benefícios para a saúde, a água de Ibirá está secando. A estiagem severa que atinge a cidade fez com que as três principais fontes do balneário municipal ficassem sem uma gota d'água. A situação é percebida pelos funcionários e visitantes do local há pelo menos 100 dias.
A primeira que parou de verter a água foi a fonte Carlos Gomes, conhecida por ser a mais rica em Vanádio. Na sequência, a Saracura também parou. Essa é a mais procurada entre todas pelos turistas, por ter propriedades de cura para problemas gástricos.
E, por último, a fonte Seixas, conhecida por curar problemas renais. Ainda existem outras duas fontes que são impulsionadas por bombas e, por isso, ainda não pararam 100%. Ainda existem outras duas fontes que são impulsionadas por bombas.
Elas ainda têm água. Porém, segundo a responsável técnica do controle de qualidade das águas do Balneário de Ibirá, Josiane Octaviani, a capacidade reduziu de 100% para 40%. Então, essas fontes bombeadas, elas naturalmente são bem mais volumosas, porém as propriedades medicinais delas são um pouquinho menores do que dessas três delicadas.
Então, a fonte Jorrante, E a fonte Ademar de Barros ainda estão, apesar de estar com a produção aí menos da metade da produção, ainda é suficiente para abastecer os serviços de banhos do balneário. e não a retirada de água das fontes das minas, como aconteceu com essas três que secaram. Josiane disse que não é a primeira vez que as fontes secam por completo, porém, desde 2019, quando o balneário passou a fazer esse controle, a cada período de estiagem a situação se torna mais severa.
A preocupação é do que vai ser das águas medicinais daqui a cinco anos com todas essas mudanças climáticas. Sim. Gradativamente, de 2019 pra cá, começaram a demonstrar que estão perdendo a pressão de vazão no período da estiagem.
E esse ano, notadamente, as três fontes secaram por um período agora que a gente nem sabe exatamente quando que tem a ressurgência dessas três fontes mais delicadas. que isso só acontecerá a partir do momento que começa a chover e fique chovendo um tempo muito grande. Angélica Mussi, moradora de engenheiro Schmidt, frequenta o balneário desde a década de 70.
Hoje, com os pais idosos, busca água na Saracura com uma certa frequência. A notícia de que a fonte secou foi uma grande surpresa negativa para ela. sempre teve muito carinho lá.
A gente fica muito triste, né? Porque em saber da potência que essa água é para o ser humano, né? E o que a gente pode fazer? Às vezes a gente perde até a noção do que fazer, porque se tivéssemos a fórmula, a gente faria o que fosse preciso, como ser humano e como um para tudo lá. É muito triste. Não existem recursos manuais para mudar o cenário das fontes.
É necessário que volte a chover no município para que elas voltem a verter a água. A situação compromete muito a economia da cidade, visto que por dia, em baixa temporada, cerca de 150 pessoas passavam pelo balneário para buscar galões das águas medicinais, o que movimentava também principalmente o turismo de Ibirá.
Fonte: Carol Paskovic - CBN Grandes Lagos

