Visitantes e moradores de Ibirá, cidade localizada a cerca de 425 km da capital paulista, estão alarmados com a morte de peixes em uma das lagoas do Termas de Ibirá, tradicional ponto turístico conhecido por suas águas minerais terapêuticas. O problema teria começado há pelo menos uma semana e já mobiliza discussões em redes sociais e grupos de mensagens.

Relatos apontam que dezenas de peixes — incluindo espécies como tucunarés e tilápias — estão sendo encontrados mortos às margens da lagoa. O morador Wendel, que costuma caminhar pelo local, contou que notou os primeiros sinais há cerca de 10 dias, após o surgimento de fotos e vídeos em grupos de WhatsApp. Já o turista Lauriano, de Frutal (MG), afirmou ter avistado de 30 a 40 peixes mortos em um único dia.

Além da mortandade, outro fator tem gerado insatisfação entre os frequentadores: a proibição da pesca no local, prática que antes era permitida mediante o pagamento de uma taxa. Uma placa foi instalada no parque informando a nova determinação, o que causou revolta em moradores, que consideram a pesca uma atividade tradicional e parte da “riqueza” cultural da região.

Possíveis causas e hipóteses levantadas

Moradores levantaram a possibilidade de que a mortandade esteja ligada a uma “poda química” ou aplicação de herbicidas realizada nas margens do balneário cerca de quatro a cinco meses atrás. Para especialistas em meio ambiente, a situação é grave e exige investigação imediata por parte de órgãos competentes como a CETESB e a Polícia Ambiental.

Um ambientalista ouvido pela reportagem destacou que a situação não parece ter causas naturais, e que, por se tratar de uma área de domínio público, a prefeitura pode ser responsabilizada por possíveis danos ambientais. Segundo ele, a mortandade de peixes pode configurar infração administrativa, crime ambiental e gerar responsabilização civil, exigindo reparação.

Risco às fontes minerais

A maior preocupação da população é quanto à possível contaminação das fontes de água mineral, que são o principal atrativo do Termas de Ibirá. O parque é conhecido nacionalmente pelas propriedades medicinais de suas águas, e qualquer ameaça à sua pureza pode comprometer o turismo e a saúde pública.

Resposta da administração

Em nota oficial, a administração do Termas de Ibirá afirmou que a diminuição da oxigenação da água durante períodos de seca é um fenômeno comum, capaz de provocar a morte de organismos aquáticos. O comunicado informou ainda que medidas estão sendo adotadas para aumentar a oxigenação e movimentação da água, com monitoramento técnico em andamento.

Ainda de acordo com a administração, análises recentes da água das lagoas e fontes não apontaram sinais de contaminação.

A situação continua sob observação, mas moradores e turistas cobram mais transparência e ações concretas para esclarecer as causas do problema e preservar um dos patrimônios naturais mais importantes da região.

Fonte: Record Rio Preto

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