Acontece nesta quinta-feira (1/10), às 16h, a live inaugural de apresentação do projeto TEOTWAWKI, do artista multimídia Wagner Orniz, de São José do Rio Preto (SP), por meio do perfil @_teotwawki no Instagram. No trabalho, o artista debruça-se sobre as implicações relativas à comida em um contexto de sobrevivência, em meio a uma desconexão com a terra e a origem dos alimentos, onde o comer se tornou uma mera transação comercial embalada em plástico, que vem por aplicativo, ou é encontrada tão somente nas prateleiras do supermercado.

 

Durante a live, o artista irá apresentar e convidar o público a acessar a plataforma comida.cc (https://comida.cc/). No projeto, que é realizado através do Prêmio Nelson Seixas 2020, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Rio Preto, o artista propõe um conjunto de ações performativas e curatoriais.

 

A plataforma comida.cc desenvolvida por Orniz abriga a catalogação de plantas alimentícias convencionais e/ou não-convencionais demarcadas geograficamente dentro do contexto da cidade de São José do Rio Preto. Tais plantas catalogadas servirão de alimento para o artista resultando em uma performance que será documentada através do perfil no Instagram por meio de atualizações diárias. "Além de registros da coleta de alimentos e preparação, também serão realizadas lives semanais de atualização da performance", explica o artista.

 

 

Sobre TEOTWAWKI

TEOTWAWKI é um acrônimo utilizado para The End Of The World As We Know It – ou "o fim do mundo como o conhecemos", em tradução livre. Esse não apenas é o nome de uma conhecida música da banda norte-americana R.E.M., como também designa um movimento conhecido como survivalism, ou sobrevivencialismo em português.

 

O principal intuito deste movimento é manter-se em constante preparação para colapsos e rupturas de todas as ordens, sejam elas políticas, sociais, econômicas, climáticas ou sanitárias. "Se antes, movimentos como esse apareciam apenas como tema documental sobre grupos muitas vezes retratados como exóticos e caricatos em canais de TV, hoje, diante de um cenário pandêmico como jamais visto nos últimos 100 anos, juntamente com o agravamento da crise climática, a extinção de muitos povos e saberes ancestrais nativos e terras cada vez mais degradadas em função de monoculturas que beneficiam apenas alguns poucos detentores de commodities, esses movimentos nos trazem a seguinte reflexão: estamos preparados para lidar com o fim do mundo?", reflete Orniz.

 

"Ao longo dos tempos, intelectuais e cientistas vêm procurando respostas para as mudanças permanentes que o ser humano promoveu na terra, este projeto traz, por sua vez, uma reflexão que parte da perspectiva da arte contemporânea", pontua o artista.

 

Assessoria de Imprensa

Graziela Delalibera

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