Milhões de pessoas têm problemas de saúde e, na maioria das vezes, nunca imaginam que a causa está numa glândula localizada na parte da frente do pescoço, a tireoide. Dificilmente associam, por exemplo, cansaço extremo, mudanças de humor, alterações no peso e muitos outros problemas de saúde a esta glândula com formato parecido com o de uma borboleta. Daí a importância deste sábado, 25 de maio, o Dia Mundial da Tireoide.

Segundo a médica endocrinologista Mariana Mendes, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, é muito importante que as pessoas saibam mais sobre a tireoide, pois, apesar de pequena, ela tem uma função fundamental para o funcionamento do corpo humano: produzir e regular a secreção de hormônios. "Disfunção na tireoide pode causar sintomas desagradáveis que comprometem a qualidade de vida. E são sintomas que, geralmente, as pessoas pensam ser causados por outras doenças mais conhecidas", afirma a endocrinologista.

Dra. Mariana cita como os principais sintomas de alterações na tireoide:

- cansaço extremo;
- mudanças de humor;
- alterações no peso;
- perda de concentração e memória;
- coração acelerado, palpitações;
- mudanças no funcionamento do intestino- dores musculares;
- diminuição da libido;
- alteração do ciclo menstrual;
- mudança na sensação térmica (sente muito frio ou calor);
- e queda de cabelo.

A médica endocrinologista Mariana Azevedo Alves Mendes, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, explica que a tireoide é uma glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam no equilíbrio do corpo humano.

"A tireoide atua diretamente no crescimento e desenvolvimento de crianças e de adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional. Quando a tireoide não funciona corretamente, pode liberar hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertiroidismo)", acrescenta a endocrinologista do IMC.

As doenças mais comuns da tireoide são:

- o hipertireoidismo, quando há produção excessiva dos hormônios tireoidianos (T3 e T4). Podendo se apresentar de diversas formas, desde uma apresentação clínica mais branda, com poucos sintomas como taquicardia (batedeira), sudorese excessiva e fraqueza; até apresentações clinicas mais graves, com arritmias e risco de morte. A Doença de Graves, é uma doença autoimune e constitui a forma mais comum de hipertireoidismo, que gera anomalia do funcionamento da glândula, com excesso de hormônio, irritação dos olhos e pálpebras, aumento do volume da tireoide (bócio) além de outras manifestações.

- hipotireoidismo: queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Como outros males da tireoide, o hipotireoidismo é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. Os endocrinologistas orientam mulheres, especialmente acima de 40 anos, a fazerem o autoexame da tireoide regularmente.

- o hipotireoidismo congênito, condição que impossibilita o organismo de gerar os hormônios tireoidianos, impedindo o crescimento e desenvolvimento normal do indivíduo. É uma condição incomum (cerca de um a cada 4.000 recém-nascidos possuem esse distúrbio), porém é principal causa de deficiência mental passível de prevenção no mundo.

O diagnóstico e tratamento precoces podem evitar as suas consequências, por isso, a realização do Teste do Pezinho é fundamental. Dentre os exames incluídos no teste do pezinho estão dosagens que permitem detectar o hipotireoidismo congênito. Devemos destacar que no Brasil, este exame de triagem é obrigatório.

- o câncer de tireoide, é o tumor endocrinológico mais comum e afeta cinco vezes mais as mulheres que os homens. Aproximadamente 10% da população adulta têm nódulos tireoidianos, mas cerca de 90-95% são benignos. A incidência do câncer de tireoide aumentou na última década, mas a mortalidade diminuiu.

- o bócio, chamado popularmente de papo, o aumento de volume na tireoide. Muitas das vezes está associado ao Hipotireoidismo ou ao Hipertireoidismo, mas essa associação não é necessária, ou obrigatória.

Muitos bócios apresentam nódulos e são chamados de Bócios nodulares, os quais não interferem necessariamente com o funcionamento da tireoide e, portanto, não causam sintomas de hipo ou hipertireoidismo.

Foto: Médica endocrinologista Mariana Mendes, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares

Fonte: InterMídia

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