O câncer de próstata continua sendo um dos principais desafios para a saúde masculina no Brasil. Dados recentes mostram que a doença é responsável por 48 mortes por dia no país, além de apresentar crescimento nos atendimentos entre homens mais jovens. Especialistas alertam que o cuidado com a próstata deve ocorrer durante todo o ano e não apenas em campanhas específicas de conscientização. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de atendimentos por câncer de próstata em homens com até 49 anos aumentou 32% entre 2020 e 2024, passando de 2,5 mil para 3,3 mil procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A maior parte desses atendimentos envolveu quimioterapia, responsável por cerca de 84% dos procedimentos, seguida por cirurgias, que representam entre 10% e 12%, e radioterapia, com cerca de 3% a 4% dos casos.

 

 

Segundo o médico urologista do Padre Albino Saúde, Thiago Iorio Tagliari, o aumento no número de diagnósticos não significa necessariamente que mais homens estejam adoecendo, mas sim que a doença está sendo detectada com maior frequência. Isso ocorre principalmente devido ao envelhecimento da população e à ampliação do acesso a procedimentos de rastreamento, como o PSA, exame de sangue que mede uma proteína produzida pela próstata, e o toque retal. "Quanto mais investigamos, mais conseguimos identificar a doença em fases iniciais. No primeiro momento, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular. Quando sinais aparecem, normalmente indicam uma fase mais avançada da doença. Entre os principais sintomas estão dificuldade para urinar, jato urinário fraco ou interrompido, presença de sangue na urina ou no sêmen, dor ao urinar e dores ósseas, especialmente na coluna ou nos quadris. Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas são sinais de alerta que precisam ser investigados por um médico", explica.

 

O câncer de próstata ocorre quando as células da glândula prostática passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor que pode invadir tecidos vizinhos ou se espalhar para outras partes do corpo. O médico urologista ressalta ainda que, para a população geral, o rastreamento deve começar a partir dos 50 anos. Já homens com fatores de risco, como obesidade, devem iniciar a avaliação aos 45 anos. Nos casos de histórico familiar de câncer de próstata, mama ou colorretal a recomendação é antecipar os exames para os 40 anos, ou até antes, dependendo da orientação médica.

 

Foto: Divulgação PAS/PEXELS

Fonte: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - FPA

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