Depois de mais de uma semana integradas, participando de treinamentos on-line e imersas no universo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), as 16 equipes do primeiro desafio hackathon do Conselho se reuniram para apresentar seus projetos e concorrer ao prêmio final, o que aconteceu em Santos entre os dias 4 e 5 de agosto, durante o 2º Simpósio Nacional de Cidades Inteligentes. A iniciativa de promover um hackathon, como são chamadas as maratonas de programação a partir da análise de dados, surgiu em mais uma busca do Crea-SP por soluções inteligentes para otimizar os serviços para os profissionais da área tecnológica, com foco na Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e na Certidão de Acervo Técnico (CAT).

As equipes estiveram presentes no evento realizado na Baixada Santista, onde, na sexta-feira (4/08), muitos dos maratonistas se conheceram pessoalmente pela primeira vez, já que a interação de times vinha sendo realizada em ambiente virtual. Os times se empenharam e trabalharam, desde o dia 27 de julho, no desenvolvimento de novos projetos e na preparação da apresentação de suas propostas para uma das etapas mais importantes, o pitch, momento que eles tiveram para convencer a banca julgadora da funcionalidade de suas ideias, o que aconteceu no sábado (5/08), durante o segundo dia da programação do Simpósio.

Os vencedores foram definidos ali mesmo. Quem levou o primeiro lugar foi a equipe 11, formada pelos desenvolvedores Emily Souza Silva e Josias Martins Caitano, e pelas engenheiras Laís Zarpelon e Stéfany Mikaelle da Silva Lima, que contou sobre a motivação de tudo: "Quando eu era estagiária, preenchia as ARTs para os engenheiros. Por isso, fico muito feliz em saber que o nosso trabalho desenvolvido vai contribuir para beneficiar a todos", afirmou Stéfany.

A proposta levou o prêmio de R$ 5 mil e tratava da simplificação da ART com a inserção de QR Code nas obras para consulta; introdução de uma nova modalidade de pagamento chamada ART Cash, possibilitando o pagamento do documento em tempo real; otimização do preenchimento no sistema com o salvamento de dados; além de sugestões de modelos prontos tanto para ART quanto para CAT, atendendo a maior dificuldade entre os profissionais. Laís Zarpelon, que é inspetora do Crea-SP, completou: "Foi uma experiência muito boa. É uma realização ver que conseguimos cumprir até o final com o nosso projeto e levar esse prêmio para casa".

Em segundo lugar, com prêmio de R$ 3 mil, ficou a equipe do engenheiro Gabriel Gomes Bifaroni, dos desenvolvedores João Rubens Belluzzo Neto e Luiz Gustavo Cavina Faria, da publicitária e designer Talita Costa Belluzzo e do marqueteiro Thiago Henrique Silva. Único engenheiro do time, Gabriel falou sobre a sua colaboração no desafio tecnológico. "Assim que fiquei sabendo do hackathon, vi que precisava participar, e foi maravilhoso me envolver e me dedicar para aprimorar uma área que eu amo, que é a engenharia", enfatizou.

Talita também contou sobre a sua primeira participação em um hackathon. "Meu irmão, o João, que também está na equipe, já se envolveu em outros desafios. Apesar de não ser da área, topei vir junto, e foi uma experiência muito enriquecedora, por ter uma diversidade de pessoas e conhecimentos envolvidos. Superou minhas expectativas", declarou.

A desenvolvedora Luciana Oliveira Pimentel e o engenheiro Marcos Camargo Lima Filho formaram a dupla do time 14, que levou o terceiro lugar na competição e a recompensa de R$ 2 mil. "Estou cursando ciências da computação e foi uma oportunidade de trazer soluções do que estou aprendendo para dentro do Conselho, do qual também faço parte. Fiquei feliz de ter participado e conquistado a terceira colocação", afirmou o engenheiro.

O desenvolvedor Bruno Cunha Araújo e o engenheiro Isac Santos Andrade, da equipe 8, também receberam suas honras, com uma menção de destaque pelo trabalho desenvolvido.

O presidente do Crea-SP, engenheiro Vinicius Marchese, parabenizou a participação de todas as equipes e aproveitou para ressaltar a importância da iniciativa. "Tentar melhorar os serviços de ART e CAT no sistema é um dos nossos maiores desafios, por isso foi fundamental contar com ideias tão revolucionárias e interessantes. Graças à dedicação de todas as equipes que viraram a noite pensando em alternativas, os profissionais da área tecnológica poderão, em breve, contar com serviços ainda melhores", concluiu.

Sobre o Crea-SP - Instalada há 89 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades profissionais nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências. O Crea-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 350 mil profissionais registrados e 95 mil empresas registradas.

Fonte: CREA-SP

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