Dados do Ministério da Saúde e de órgãos de vigilância sanitária indicam que a maior parte das intoxicações alimentares no Brasil ocorre em residências, e não em decorrência do consumo de alimentos fora de casa, como se costuma imaginar popularmente.

 

Com base nessa constatação, pesquisadores vinculados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, realizaram um estudo para avaliar as práticas de higiene e manipulação que aumentam o risco de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) nos lares do país.

 

Os resultados, publicados na revista Food and Humanity, indicaram que um número expressivo de brasileiros mantém hábitos perigosos relacionados à intoxicação alimentar como o consumo de ovos crus ou malcozidos e carne malpassada. Além disso, a pesquisa detectou que muitos consumidores ainda lavam carne na pia da cozinha – prática que favorece a disseminação de microrganismos pelo ambiente – ou não realizam a higienização correta de vegetais. 

 

 

No vídeo abaixo, produzido pela Agência Fapesp, as pesquisadoras Daniele Maffei e Jéssica Finger, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e coautoras do estudo, explicam como identificar e prevenir os riscos mais comuns de contaminação alimentar no dia a dia:

 

Como manipular os alimentos em casa:

  • Higienizar corretamente os produtos hortifrúti, como alfaces, cenouras e tomates, separadamente e com repouso em solução sanitizante (como produtos clorados) por 15 minutos, e após isso enxaguá-los bem.
  • Ovos devem ser armazenados em recipientes limpos e no interior da geladeira, e para consumo, devem ser cozidos durante no mínimo 12 minutos ou muito bem fritos.
  • Carnes não devem ser lavadas, pois o cozimento já elimina os micro-organismos que podem estar presentes.
  • Não utilizar os mesmos utensílios em diferentes alimentos, principalmente entre cozidos e crus, para evitar contaminação cruzada.

Como guardar os alimentos na geladeira:

  • Na porta devem ficar os alimentos em conversa, sucos e refrigerantes, pois a porta é o local com maior variação térmica.
  • No freezer deve-se armazenar congelados e outros alimentos que precisam de baixas temperaturas como sorvetes e picolés.
  • Alimentos perecíveis precisam ficar na parte superior da geladeira onde as temperaturas também são mais baixas
  • As sobras precisam ser guardadas em recipientes herméticos e nas prateleiras do meio da geladeira, já que estão preparadas para consumo.
  • Nas prateleiras inferiores ficam os alimentos ainda não higienizados, e em processo de descongelamento como carnes e frutas.
  • A gaveta serve para guardar os alimentos que não precisam de baixas temperaturas como hortaliças.

Fonte: Lauanda Gomes

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