O medo é uma resposta emocional que surge quando as pessoas presenciam algo ou alguma situação de perigo. Na história evolutiva humana, o desconhecido também se mostrou um objeto de medo. Um exemplo clássico é o de lugares com pouca visibilidade, que podem esconder diversas ameaças; este é o medo do escuro, que não é, geralmente, pela ausência de luz em si, mas por aquilo que não se sabe que pode estar lá. O desconhecido tem essa influência no temor das pessoas e o medo de mudanças é parte disso, porém, ele pode não só ser esse receio sobre as novidades, mas acabar travando, de vez, alguns passos que são necessários para uma vida melhor.

E se o casamento não der certo? E se eu ficar sem emprego, mesmo depois de uma transição de carreira? E se eu não gostar do curso novo na faculdade? Todos esses são questionamentos válidos (e comuns), mas, sem dar o primeiro passo, não é possível prosseguir futuramente. O professor Amaro Ferreira, psicólogo e coordenador do curso de Psicologia do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, lista quatro coisas que se pode fazer para superar o medo de mudanças.

O planejamento, apesar de parecer contraintuitivo (Como vou me planejar para o que não sei que vai acontecer?), é um bom aliado nessas horas. Segundo o professor Amaro, "não dá para prever o futuro, mas podemos ter planos simples para algumas possibilidades". "Se você perder o emprego, como acha que o mercado vai se mostrar? Seria válido já adquirir novas habilidades? Não é sobre acertar sempre, mas ter um plano de ação para nos ajudar a tomar decisões mais rápidas", explica.

As mudanças são necessárias e nem sempre podem ser ruins. Mudar pode dar medo, mas é preciso. "Pense em quantos empregos que sumiram para dar lugar a carreiras novas? Agora, pense que essas funções inéditas eram fruto de uma mudança tecnológica que tornou nossa vida mais fácil. A roda, por exemplo, foi uma mudança, a geladeira foi uma mudança, o surgimento da fala também. Não precisamos ter medo de coisas novas. Só com elas é que podemos melhorar", conta.

O pensamento pessimista também contribui. Muita gente possui a tendência de enxergar, de forma mais significativa, o lado ruim das coisas, porém, essa precaução não pode beirar o excesso. "É comum que muitas pessoas pensem que vão ter fracasso em suas atividades, mas é para os acertos que devemos nos preparar. Não é só pensar e acreditar que teremos sucesso, mas nos desenvolver para que essa vitória realmente seja possível. De qualquer maneira, também é bom nos preocuparmos com aquilo que temos mais dificuldade, assim, podemos corrigir nossos erros de forma eficiente", explica Amaro.

Por último, o professor ressalta a importância de se ter um bom acompanhamento, uma vida social saudável, pessoas com quem pode contar ou mesmo o acompanhamento de um psicólogo. "Compartilhar o problema com amigos e parentes pode ajudar a mostrar que não estamos sozinhos e que elas também passam por isso. O medo não é uma fraqueza. Se o temor a mudanças persistir a ponto de interferir, de fato, na sua vida, talvez seja bom o trabalho de um profissional psicoterapêutico. Ele pode te ajudar no processo de autoconhecimento, de forma que seja mais fácil trabalhar suas qualidades e defeitos e, consequentemente, te ajudar a planejar metas de superação", conclui.

Por Mário Vasconcelos

Fonte: Imprensa - UNINASSAU

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