De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira do Planejamento Financeiro (Planejar), 70,4% dos brasileiros do Sudeste realizam planejamento pessoal financeiro. Esse recorte de mercado aponta para uma maturidade no controle dos gastos que precisa ser incentivada, para que o consumidor evolua na organização das contas para a realização de sonhos.

Nesse sentido, considerando a proximidade do fim do ano e o desejo de traçar novas metas para 2025, esse é o momento ideal para revisitar o planejamento pessoal financeiro, realizar os ajustes cruciais e definir quais serão os investimentos mais adequados para o próximo ano.

Reorganizando o planejamento pessoal

Seja para quem nunca teve o hábito de estruturar as finanças ou para quem precisa reconsiderar os planos, o primeiro passo é ter a garantia do controle absoluto das despesas. A tecnologia pode ser uma aliada, uma vez que o mercado conta com aplicativos que ajudam no controle das finanças e dão visibilidade sobre as concentrações de gastos em produtos e serviços, inclusive trazendo comparativos para cada tipo de gasto, de acordo com a remuneração, e indicação de quais despesas precisam de atenção.

Além disso, a construção do planejamento pessoal financeiro precisa não apenas considerar as necessidades e realidades do atual momento da vida, mas principalmente a programação de eventos futuros. Isso porque, quanto mais tempo se tem para planejar, maior organização, previsibilidade e segurança para melhores tomada de decisão. Para tanto, a criação de um orçamento detalhado, com objetivos específicos, se torna indispensável.

Uma vez controladas as despesas, com a ciência do alinhamento junto à remuneração atual e a clareza da necessidade de pensar no presente e no futuro, o próximo passo é estabelecer uma meta mínima de investimento mensal. Com essa disciplina, é possível aumentar o patrimônio de maneira consistente e organizada.

Dívida X Investimento

Essa visibilidade da saúde financeira é importante, pois pode sinalizar quando as contas estiverem no vermelho. Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa da Pagou Fácil, o Brasil conta com 72 milhões de pessoas inadimplentes. Além disso, entre janeiro e agosto de 2024, houve um aumento de 2,13% no nível de endividamento do País, em comparação a igual período do ano anterior, sendo que o cartão de crédito e os financiamentos estão entre as principais dívidas.

No entanto, para aprofundar nesse assunto, é imprescindível desmistificar a diferença entre dívida e investimento. Ocorre que as dívidas são tudo aquilo que atende às necessidades atuais, mas não gera patrimônio ou receita. O investimento, por outro lado, não gera uma dívida, mas sim renda ou retorno.

O que impulsiona as dívidas é geralmente o imediatismo, como mostra uma pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, que aponta que 46,6% dos consumidores possuem um grau médio de impulsividade.

O problema de agir por impulso, sem avaliar aquilo o que é realmente necessário, é entrar no ciclo “receber para pagar”, o que desmotiva a construção de grandes sonhos. Pensando em bens móveis, o prazer de ter um veículo agora implica no pagamento de altos juros para as financeiras, por exemplo. Para virar esse jogo, o recomendado é estabelecer o ciclo “receber para investir”.

Embora muitas pessoas tenham receio de investir, com a imagem de que estarão entrando em mais dívida, a grande verdade é que investir significa se libertar da prisão das dívidas. Isso porque, ao direcionar uma parte da renda para investimentos, aumentam as oportunidades de crescimento do patrimônio e da construção de uma reserva financeira.

Dicas para poupar e investir

De acordo com a 7ª edição do Raio X do Investidor, a caderneta de poupança continua sendo o principal investimento do brasileiro, representada por 68% da população investidora. No entanto, essa modalidade é uma das que menos entrega rendimento para o investidor e, consequentemente, posterga o tempo de construção do patrimônio.

Já o consórcio, por outro lado, vem se mostrando uma excelente ferramenta de investimento de baixo custo, pois oferece opções que aceleram a aquisição do patrimônio, por meio de sorteios e lances. Outra vantagem, é que no consórcio não existem juros, apenas uma taxa de administração, o que o torna uma excelente oportunidade para poupar de maneira programada, por meio de parcelas acessíveis.

Em suma, um planejamento pessoal financeiro coerente e alcançável é aquele que busca reconhecer o momento atual e estabelecer onde se pretende chegar. Com isso definido, aliado ao acompanhamento do mercado, bem como dos investimentos disponíveis e indicadores econômicos, é possível traçar um plano consistente, capaz de tornar os sonhos em realidade.

Daniel Venancio é Diretor Estratégico na Âncora Consórcios, uma das 15 maiores administradoras independentes de consórcios do Brasil.

Fonte: EPR Comunicação

Manoel Gol de Ouro entrega Moção de Aplausos aos 60 anos do Clube Vasco da Gama

Leia mais...

Mercado imobiliário de São José do Rio Preto registra queda nas vendas e avanço nas locações em julho

Leia mais...

Em Sessão Ordinária vereadores aprovam importantes homenagens e, em Extraordinária eterniza o nome do Clebão no CICA

Leia mais...

Do estágio à carreira: histórias mostram como o início profissional pode ganhar novos caminhos na Tereos

Leia mais...

Jovem é preso por atirar tijolo em cabeça de vigilante de 77 anos em Santa Adélia

Leia mais...

Projeto Amor em Forma de Movimento promove passeio especial para paciente de 73 anos

Leia mais...