O 5G representa uma revolução na conectividade global, transformando não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como vivemos, trabalhamos e consumimos. Segundo o relatório Ericsson Mobility Report, lançado em novembro de 2024, essa tecnologia está projetada para transportar 80% do tráfego móvel mundial até 2030, posicionando-se como a espinha dorsal de um mundo digital cada vez mais integrado.

Apesar do progresso, apenas 20% das redes 5G lançadas globalmente são standalone (SA), aquelas capazes de oferecer os benefícios mais avançados dessa tecnologia, como baixa latência, segmentação de rede (network slicing) e serviços personalizados. O 5G SA é a chave para desbloquear o verdadeiro potencial da tecnologia, possibilitando aplicações críticas para indústrias, empresas e consumidores.

No Brasil, as operadoras regionais estão na linha de frente para garantir que o 5G se torne uma realidade em todas as áreas do país. Com sua proximidade das comunidades locais, essas empresas têm demonstrado agilidade e inovação ao levar soluções de conectividade para regiões muitas vezes ignoradas por projetos de grande escala. Ao mesmo tempo em que ampliam a cobertura, oferecem alternativas personalizadas que transformam a maneira como empresas e famílias acessam a internet. Esse protagonismo reforça o papel estratégico das operadoras regionais em complementar e diversificar o mercado de telecomunicações.

O aumento no consumo de dados é outro aspecto essencial. Com o tráfego de vídeo já representando uma fatia significativa do uso de dados móveis, novas tecnologias, como inteligência artificial generativa (GenAI) e dispositivos de realidade aumentada, estão intensificando a demanda. Imagine um cenário onde óculos de realidade aumentada auxiliam em tarefas simples, como reparar equipamentos ou calcular a composição de refeições, enquanto consomem grandes volumes de dados. As redes 5G, especialmente as baseadas em SA, estão preparadas para esse crescimento, graças a sua capacidade de adaptação às exigências de uma conectividade cada vez mais sofisticada.

A sustentabilidade também emerge como um pilar dessa transformação. O setor de telecomunicações tem feito progressos notáveis na redução de sua pegada de carbono, apoiando-se em fontes renováveis e práticas mais eficientes. Mais do que isso, o 5G está ajudando a impulsionar mudanças positivas em setores como transporte, saúde e agricultura. Ao integrar soluções conectadas e inteligentes, torna-se possível otimizar recursos, reduzir desperdícios e promover uma economia mais verde.

Assim, o 5G não é apenas uma evolução tecnológica; é um motor de transformação econômica e social em escala global. Sua implementação depende da contribuição conjunta de todos os atores do ecossistema, mas é inegável o papel estratégico das operadoras regionais na construção de um futuro mais conectado e inclusivo.

*Vitor Menezes é diretor de Assuntos Institucionais e Regulatórios da Ligga.

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