O Hospital Emílio Carlos, de Catanduva, realizou na tarde desta terça-feira (14) captação múltipla de órgãos em parceria com o Hospital de Base (HB) de Rio Preto e o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo. Foram captados o coração pela equipe do Dante Pazzanese, além de rins, córneas e fígado pela equipe do HB, provenientes de paciente de 27 anos, vítima de Encefalopatia Anóxico Isquêmico. O procedimento poderá beneficiar até seis pessoas na lista de espera por transplantes.

Após a confirmação do óbito, a Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do hospital entrou em contato com os familiares, que autorizaram a doação. Carlos Mancini Gomes, enfermeiro da CIHDOTT, destacou o gesto da família e a importância da conscientização sobre o tema. “Percebemos que as pessoas estão mais abertas a dialogar sobre doação de órgãos com seus familiares, o que contribui para decisões rápidas e favoráveis. Agradecemos à família que permitiu essa captação.”
O coração foi preservado com uma solução especial, que mantém sua viabilidade por até quatro horas fora do corpo. Para o Dr. Almiro Carlos Ferro Júnior, cirurgião cardiologista responsável do Instituto Dante Pazzanese, a doação de órgãos representa oportunidade de mudança de vida para os pacientes. “Doar órgãos é levar qualidade de vida para quem mais precisa. Essa ação significa esperança para muitas famílias.”
A operação contou também com o suporte do projeto TransplantAR, criado pelo Instituto Brasileiro de Aviação (IBA). Pela primeira vez na região, aeronave do programa foi utilizada para transportar a equipe e o órgão, agilizando todo o processo.

Segundo Dr. João Fernando Picollo de Oliveira, porta-voz da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Rio Preto, a logística foi essencial. “A parceria com o TransplantAR garantiu rapidez no transporte e contribuiu para que o procedimento fosse realizado dentro do tempo necessário.”

O projeto TransplantAR

O projeto, lançado em setembro de 2024, mobiliza proprietários e operadores de aeronaves privadas para a doação de horas de voo. Ele já viabilizou o transporte de mais de 20 órgãos, como corações e pulmões, em situações de alta urgência.

Francisco Lyra, presidente do IBA e mentor do projeto, explicou a importância e faz um apelo aos empresários que gostariam de participar da iniciativa. “Cada voo é uma corrida contra o tempo, onde minutos fazem a diferença entre salvar ou não uma vida. Sou muito grato à Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo por ter aprovado este programa. Nós buscamos empresários que possam doar as horas ociosas de voo e nos ajudar a salvar vidas”. 

Para participar, procure mais informações através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 
Fotos e Texto: Comunicação e Marketing/FPA.
 

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