A picada de aranha em crianças exige atenção imediata. Embora a maioria das espécies não ofereça risco grave, algumas são consideradas de importância médica, pois têm venenos que podem prejudicar a saúde. Atualmente, o Ministério da Saúde alerta que as aranhas respondem como o segundo maior causador de envenenamento por animais peçonhentos no Brasil, atrás apenas dos escorpiões. Por isso, o Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, alerta para a importância de pais e responsáveis estarem atentos aos sinais que podem indicar uma picada. 

De acordo com a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital, as crianças são mais vulneráveis devido ao menor peso corporal, o que aumenta a concentração do veneno no organismo. "Dependendo da espécie envolvida e quantidade de veneno introduzido, elas podem ter sintomas sistêmicos. Por isso, qualquer suspeita deve ser avaliada em pronto-atendimento com urgência."

Quais são as aranhas mais perigosas no Brasil?

Segundo o Ministério da Saúde, três grupos de aranhas causam acidentes graves no Brasil: aranha-armadeira (Phoneutria), aranha-marrom (Loxosceles) e viúva-negra (Latrodectus).

A aranha-armadeira é considerada a mais agressiva e tem a picada dolorosa, bem como a viúva-negra. Já a aranha-marrom não é agressiva e pica quando é pressionada — frequentemente dentro de roupas, toalhas, sapatos ou roupas de cama.

As aranhas Phoneutria e Loxosceles, antes restritas às matas, passaram a ocupar ambientes urbanos e residências, enquanto as Latrodectus vivem em áreas abertas nas cidades, permanecendo em suas teias e caindo ao solo quando perturbadas.

Como identificar picada de aranha em crianças?

A intensidade das reações está diretamente ligada à dose de veneno introduzida, podendo causar:

  • dor no local (intensa nas picadas de armadeira e viúva-negra);
  • lesão arroxeada que piora em 24h–72h, com risco de necrose (característica da aranha-marrom);
  • vermelhidão e inchaço;
  • vômitos e sudorese;
  • tremores ou espasmos musculares;
  • agitação, mal-estar ou sonolência.

ATENÇÃO! Em caso de emergência, entre em contato com o SAMU (192) ou com o Corpo de Bombeiros (193). Além disso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) dispõe de médicos e enfermeiros que prestam orientações, em casos de acidentes com animais peçonhentos e outras intoxicações, por meio do telefone 0800 644 6774.

O que fazer em caso de picada de aranha em crianças?

Ao perceber-se uma picada de aranha em crianças, a dermatologista orienta algumas ações:

  • lave o local com água e sabão;
  • coloque uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor;
  • procure imediatamente uma unidade de pronto-atendimento;
  • fotografe ou informe ao profissional de saúde o máximo possível de características, como tipo, cor e tamanho.

Além disso, a especialista pontua que o soro antiaracnídico é indicado sempre que houver manifestações sistêmicas. Já a atualização da vacina antitetânica deve ser feita conforme orientação médica.

Como evitar picadas de aranha?

As aranhas costumam abrigar-se em locais escuros e pouco movimentados, como frestas, entulhos, pilhas de madeira, folhas acumuladas, roupas e calçados guardados. Para reduzir o risco de acidentes, siga as recomendações da especialista:

  • mantenha quintais e ambientes limpos e sem entulhos;
  • vede frestas, buracos e ralos;
  • verifique roupas e calçados antes de usar;
  • afaste berços e camas das paredes;
  • não deixe roupas de cama encostando no chão;
  • em áreas externas, use calçados fechados e roupas que protejam a pele.

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR) e com 106 anos de atuação, o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil e destina 74% de seus atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Filantrópica e sem fins lucrativos, a instituição oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país.

Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais. Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, em 2024, realizou 259 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 293 transplantes.

Em 2025, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo com atuação em pediatria, no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek. O resultado consolida, pelo quinto ano consecutivo, o Hospital como o melhor exclusivamente pediátrico da América Latina. Neste mesmo ano, também recebeu o reconhecimento de Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde, certificação concedida a instituições que cumprem rigorosos critérios técnicos na assistência.

Fonte: HPP

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