Basta cair um pouco a temperatura pra muita gente começar a reclamar de dores nos joelhos, costas, ombros, tornozelos... O que pouca gente se lembra é que os pets idosos ou com diagnóstico de doenças ortopédicas, como artrite ou artrose, também sofrem muito mais dor no inverno. "Os animais pioram no frio porque contraem a musculatura, e as articulações ficam mais doloridas", confirmou o médico veterinário Jean Guilherme Fernandes Joaquim, de Botucatu.

Frequente na rotina clínica, a artrite ou artrose é uma doença que causa muita dor, comprometendo a qualidade de vida do animal. O problema pode aparecer com o avanço da idade, mas também pode ser secundário a outras doenças ortopédicas e traumas.

Independentemente da causa, a artrite ou artrose provoca um sofrimento enorme, por isso merece atenção especial dos tutores, principalmente nesta época do ano.

Foi exatamente o que chamou a atenção do produtor rural Ariel Galdino Fragata de Almeida, 59, tutor de Savana, 7 anos, uma cadela da raça blue heeler, que começou a mancar e apresentar defeito ósseo em uma pata dianteira e em outra traseira. "Ela ficou com uma limitação muito grande para caminhar, e isso foi uma tortura para mim", lamentou.

Savana, assim como o pai dela, o Valente, 10 anos, acompanha Ariel diariamente por todos os lugares aonde ele vai: supermercados, lojas, padarias, academia e até ao dentista. Eles são muito conhecidos em Marília, interior de São Paulo, por essa rotina diária. "Todo mundo já conhece o Ariel e seus cães. As pessoas interagem com eles e chegam até a oferecer petiscos. Quando Savana ficou doente, as pessoas me encontravam na rua e perguntavam dela", contou o tutor.
A blue heeler foi diagnosticada com uma osteoartrose degenerativa importante. Ela apresentava lesões na pata, tornozelo e cotovelo. Primeiro foi tratada com fisioterapia, acupuntura, anti-inflamatórios e vitaminas para retardar o processo de degeneração, mas o tratamento não surtiu efeito.

Foi quando a paciente foi encaminhada ao doutor Jean Joaquim, em Botucatu, que indicou a terapia celular, desenvolvida pelo laboratório de biotecnologia animal Omics, também em Botucatu. Com apenas uma aplicação de células-tronco, Savana já apresentou melhora e em três dias parou de mancar, voltando à vida normal. "O tutor me mandava vídeos da cachorra caminhando normalmente, sem dor. O tratamento foi um sucesso. Ela recuperou os movimentos e hoje está de alta médica", comemorou o veterinário.

"Fiquei muito feliz com o resultado. A Savana já está praticamente sem nenhuma limitação para se locomover. O tratamento com células-tronco foi além da minha expectativa, e eu investi muito menos do que com outros tratamentos sem resultados", declarou Ariel.

Para Fernanda Landim, da Omics, em casos como o da Savana, a aplicação de células-tronco reduz a inflamação e a dor, fazendo com que o animal se movimente melhor e recobre a qualidade de vida. O uso das células-tronco é extremamente vantajoso por ser um produto natural, que irá diminuir ou até substituir o uso crônico de medicamentos.

Fique por dentro

O que é
A osteoartrite (OA), também conhecida como artrite ou artrose, é uma doença frequente na rotina clínica, principalmente em animais idosos, que causa dor e diminui a qualidade de vida. A OA é definida como uma degeneração da cartilagem articular. Essa degradação pode ter origem senil, mas também pode ser secundária a outras doenças e traumas.

Sintomas
O sinal clínico mais comum é a manqueira

Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio de exames físicos e radiografia

Tratamento
O tratamento depende da causa primária do problema. Em alguns casos (como ruptura do ligamento cruzado) é necessária cirurgia para correção. Mesmo assim, o tratamento específico é necessário.
O tratamento específico inclui medicamentos, controle de peso e terapias complementares para controlar a dor, como acupuntura, aplicação de laser e ozonioterapia. Ainda assim, esses tratamentos, muitas vezes, são insuficientes para controlar a doença.
Já as células-tronco atuam combatendo a inflamação e estimulando a reparação do tecido e a formação de novo tecido cartilaginoso.

Resultados
Os efeitos em longo prazo incluem diminuição da dor, melhora na movimentação, redução parcial e em alguns casos total dos analgésicos e, portanto, melhora na qualidade de vida.

Sobre Fernanda Landim
Fernanda Landim é médica veterinária pela Unesp, com mestrado e doutorado pelo Instituto de Biociências e Genética da Unesp e pós-doutorado pela Universidade do Colorado. É pesquisadora e especialista em biotecnologia de reprodução animal e cultivo e terapia celular e uma das sócias da Omics.

Fonte: omicsbiotecnologia

Colégio Catanduva inicia ano letivo com Semana de Planejamento

Leia mais...

Pacaembu anuncia seu primeiro bairro em Bady Bassitt

Leia mais...

Prefeitura de Catanduva divulga orientações finais do Bolsa Atleta Olímpico 2026 e reforça prazo para inscrições

Leia mais...

Verão na estrada: calor intenso e chuvas exigem atenção redobrada

Leia mais...

Filho de vereador é preso suspeito de furtar gado Nelore em Ibirá

Leia mais...

Sebrae-SP e Embrapa selecionam startups para validar soluções inovadoras em fazenda experimental

Leia mais...