Dados recentes do Sebrae e do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostram que 52 milhões de brasileiros estão envolvidos em atividades empreendedoras, com micro e pequenas empresas representando 99% dos negócios no país e respondendo por mais de 50% dos empregos formais. O empreendedorismo também contribui com cerca de 30% do PIB nacional, evidenciando sua importância para a economia.

Apesar da importância do setor, empreender nem sempre é fácil, mas pode possibilitar muitas oportunidades. Segundo o professor de Empreendedorismo da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Edson Barbero, embora todas as pessoas possam empreender, essa jornada exige preparação e autoconhecimento.

O verdadeiro empreendedor é aquele que é capaz de identificar problemas e as oportunidades, além de conseguir investir em recursos que alavanquem mudanças e proporcionem impactos positivos.

O empreendedorismo se diferencia dos demais campos da administração de empresas e das organizações. Mais do que empreender, o empreendedor é aquele que é capaz de desenvolver atitudes amplas e se transforma protagonistas do seu próprio negócio.

"Empreender também envolve todas as demais áreas de negócios. A particularidade do empreendedorismo é que se trata de um processo de identificação, avaliação e exploração dê oportunidades no sentido de resolver problemas em mercados e sociedade", opina Barbero.

O professor vai mais além e diz que o empreendedor bem-sucedido é aquele que consegue compreender a existência de um exemplo de necessidade de mercado transformado em uma oportunidade. "O empreendedor desenvolve negócios, empresas no sentido de crescimento e depois leva essas soluções para o mercado e a sociedade", justifica.

No ponto de vista mais amplo, o professor ainda garante que o empreendedorismo não está associado apenas à abertura de um pequeno negócio. Mas também pode se dar em outros âmbitos como no âmbito social.

EMPREENDER É PARA TODOS?

Segundo Barbero, "empreender é uma possibilidade para todos, mas não uma obrigação." Em sua opinião, o sucesso no empreendedorismo não depende apenas de esforço individual, mas da capacidade de lidar com os riscos e desafios inerentes ao caminho empreendedor. A decisão de empreender deve ser cuidadosamente analisada, considerando os riscos e a necessidade de desenvolvimento contínuo de habilidades.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES NO BRASIL

Entre os principais desafios para os empreendedores, o professor da FECAP destaca a necessidade de inovação no país e uma maior integração entre universidades e empresas. Embora o 'custo-Brasil' e a carga tributária sejam mencionados frequentemente, ele defende que o verdadeiro diferencial está em enxergar oportunidades nas lacunas do mercado.

"O Brasil, com seu mercado amplo e diversificado, oferece oportunidades únicas para aqueles que conseguem identificar e explorar demandas reprimidas", diz o docente.

IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ESG NO EMPREENDEDORISMO

Um dos tópicos emergentes no cenário empreendedor é o impacto da Inteligência Artificial (IA). Segundo Barbero, a IA está apenas em seu início, mas já oferece grandes oportunidades, como automação de processos e personalização de produtos. No entanto, ele alerta que muitos modelos de negócios podem ser transformados ou até extintos com o avanço dessa tecnologia, exigindo que os empreendedores acompanhem de perto essas inovações.

Além das transformações tecnológicas, o professor também aponta a crescente relevância das práticas ESG (ambiental, social e governança) no mundo dos negócios.

"As empresas, hoje, precisam lidar com crises ambientais e éticas, o que abre espaço para inovações em tecnologias limpas, saúde mental, diversidade e inclusão. Setores como saúde mental e consultorias ESG são áreas em expansão, trazendo novas oportunidades para empreendedores", acrescenta.

OPORTUNIDADES NO MEIO DAS INCERTEZAS

"Vivemos em um mundo de incertezas, mas é nesse cenário que surgem novas oportunidades", afirma Barbero. Ele defende que, para prosperar no ambiente incerto e dinâmico de hoje, os empreendedores devem estar prontos para aprender continuamente, se adaptar e inovar, com um olhar atento para o futuro.

Com a rápida evolução das tecnologias e a crescente importância da responsabilidade social, o empreendedorismo brasileiro continua a ser um motor essencial para o desenvolvimento econômico e social do país.

TIPOS DE EMPREENDEDORISMO

Empreendedorismo social: Empreendedorismo social refere-se aos atos criativos de entendimento de oportunidades, de organizações e de pessoas, que visam dar um impacto social específico e intencional. "São organizações que oferecem soluções notadamente escaláveis para problemas sociais. Em especial para a população de baixa renda", argumenta.

Nesse sentido, o empreendedorismo social refere-se às organizações que têm foco em espaços da sociedade não normalmente explorados por startup clássicas ou grandes corporações. Como por exemplo a baixa renda. Resumindo, são negócios desenhados para necessidades e características de populações menorizadas ou excluídas.

A segunda característica importante é a intencionalidade, ou seja, são as organizações que possuem uma missão explícita de gerar impacto. Para se caracterizar como empreendedorismo, sobretudo, pensa-se na ideia de inovação e escala. Portanto, que a solução entregue à sociedade possa ter alcance, atingindo o maior número de pessoas possíveis, com diferentes contextos.

Empreendedorismo sustentável: Empreendedorismo sustentável pode ter dois sentidos. O primeiro deles refere-se a uma adjetivação a quase todas as empresas, que está ou não em operação. Isto é uma necessidade de pensar como os agentes econômicos impactam seu ambiente externo, ambiente natural e social. Portanto, em certo sentido, o empreendedorismo sustentável seriam todos os projetos de natureza original ao seu redor.

Uma segunda concepção de empreendedorismo sustentável refere-se a startups e outras empresas que desenvolvem produtos especificamente voltados para melhorar as condições ambientais, sociais etc.

"Para se tornar um empreendedor sustentável é necessário adotar algumas mudanças de hábito, como por exemplo, evitar desperdícios e investir em um consumo consciente", comenta o professor.

Empreendedorismo digital: Empreendedorismo digital é uma maneira de desenvolver negócios, expandir oportunidades que se utilizam essencialmente de meios digitais, como a internet, plataforma de comercialização, inteligência artificial, entre outros, como fundamento dos negócios.

"Hoje em dia, todos os negócios possuem características digitais. Desde o varejo, passando para o agronegócio. Vamos chamar, portanto, de empreendedorismo digital para a prática de pessoas e organizações que se baseiam essencialmente nas lógicas associadas à nova economia. Como exemplo destacamos os 'youtuber', aplicativos, sistemas de apoio à decisão, criptomoedas, entre outros. Isto é, a essência do negócio não mora na economia clássica, física, mas sim no universo virtual".

Intraempreendedorismo: Intraempreendedorismo se refere ao ato de empreender dentro de uma organização, ou seja, os colaboradores utilizam suas habilidades empreendedoras dentro da empresa onde trabalham.

Um funcionário intraempreendedor é aquele que não se limita a fazer somente o que lhe é delegado, mas busca dar ideias, resolver problemas e enxergar possibilidades de melhorias e de inovações dentro da empresa.

Uma organização que abre espaço para o intraempreendedoríssimo se vê beneficiada de diversas maneiras. Ao mesmo tempo que os funcionários começam a se tornar mais motivados e engajados, a produtividade e desenvolvimento da empresa aumentam.

O especialista: Edson Ricardo Barbero é professor do Mestrado Profissional em Administração da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Doutor e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo, onde também se formou em Engenharia de Produção. É Visiting Scholar do Instituto Tecnológico de Monterrey. Autor de livros e artigos e consultor de empresas com dezenas de projetos realizados.

Sobre a FECAP

A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.

Fonte: FECAP - Assessoria de Imprensa

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