Os preços de cortes nobres de carne bovina recuaram em outubro, segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS – Associação Paulista de Supermercados, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O levantamento mostra que o contrafilé liderou as reduções, com queda de 2,63% no mês. Na sequência aparecem o filé mignon (-1,79%), a alcatra (-1,67%) e a picanha (-0,74%).

Apesar das quedas nos cortes nobres, a subcategoria de carne bovina registrou alta de 0,35% em outubro. O movimento é atribuído à valorização da carne brasileira no cenário internacional. “Em outubro, o Brasil exportou um volume significativamente superior de carne bovina em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado mostra como o nosso agronegócio segue forte e competitivo”, avalia Carlos Eduardo Vasconcellos Malaguti, diretor da regional APAS em São José do Rio Preto.

Segundo ele, o desempenho reforça a capacidade de adaptação do setor em um cenário global marcado por incertezas. “Mesmo diante de desafios internacionais, o Brasil tem conseguido abrir novos mercados e fazer novas parcerias, o que ajuda a mitigar riscos e reafirma o protagonismo do País como grande fornecedor de alimentos”, completa Malaguti.

Projeção

A APAS avalia que as carnes bovinas devem chegar ao final de 2025 com uma redução acumulada de 1,05%. No acumulado em 12 meses, a deflação prevista é de 0,7%.

Entre os cortes nobres, a projeção de maiores reduções para o acumulado de 2025 devem ficar para o filé mignon (-15,43%), a picanha (-7,76%), a alcatra (-2,15%) e o contrafilé (-1,91%).

Sobre a APAS – Com 54 anos, a APAS - Associação Paulista de Supermercados representa o essencial setor supermercadista no estado de São Paulo e busca integrar toda a cadeia de abastecimento com a sociedade.  A entidade possui 3 distritais na capital paulista e 13 regionais distribuídas estrategicamente. A APAS conta com mais de 27 mil estabelecimentos no Estado de SP, responsáveis por 30% do faturamento nacional do setor. O setor supermercadista paulista faturou, em 2024, R$ 328 bilhões — crescimento real de 3% em relação a 2023 — 9,7% do PIB estadual. Os supermercados empregam mais de 669 mil pessoas, com potencial de expansão de mais 34 mil vagas em diferentes funções.

Fonte: GBR Comunicação

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