Embora nasçam mais meninos do que meninas, a população feminina é maior que a masculina, segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro deste ano. O levantamento aponta que existem 98,5 milhões de homens e 104,5 milhões de mulheres, ou seja, uma diferença de 6 milhões de pessoas. E uma das teorias para o fato de os homens viverem menos é que eles são mais resistentes aos cuidados com a saúde.

Mas o Hospital de Base (HB) de Rio Preto transformou a tecnologia em uma grande a aliada à saúde do homem, já que eles devem se cuidar o ano todo e não apenas no mês de novembro, quando acontece a campanha Novembro Azul. Os avanços tecnológicos beneficiam o diagnóstico, tratamento ou prevenção de diversas doenças, especialmente o câncer.

Um bom exemplo de prevenção é o caso do paciente Sebastião Rodrigues Júnior, 60 anos, que foi submetido a uma cirurgia robótica de prostatectomia transvesical (PTV), pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento foi realizado pelo urologista Dr. Márcio Gatti, coordenador da robótica da Funfarme e responsável pela Unidade de Videolaparoscopia Urológica do Serviço de Urologia do HB desde 2006.

Rodrigues conta que sentia muita dor e tinha dificuldade de urinar. Os principais sintomas de próstata aumentada são jato fino e intermitente, esforço miccional, sensação de esvaziamento vesical incompleto e vontade de ir ao banheiro várias vezes, inclusive à noite, impossibilitando um descanso adequado. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, responsável pelo enriquecimento do sêmen e fundamental para a fertilidade do homem. 

Além do fluxo urinário fraco e urgência para urinar, Rodrigues sentia muita cólica, provada por cálculos renais. Associado a isso, o paciente apresentava um cálculo dentro da bexiga, de 3 cm, que causava muita dor e sangramento na urina. Devido à gravidade do problema, ele precisou usar a sonda vesical por um mês - este tipo de sonda consiste na introdução de um cateter pela uretra até à bexiga, permitindo a saída de urina.

Dr. Márcio Gatti explica que o paciente não tinha câncer. "Ele tinha a próstata muito aumentada e pedra na bexiga", destaca. De acordo com o urologista, na prostatectomia transvesical (PTV) robótica, o equipamento faz um corte através da bexiga para chegar até a próstata, facilitando a retirada dos tecidos crescidos. "A grande vantagem do robô é que, ao invés de fazer uma incisão grande no abdômen, para poder tirar o cálculo e a próstata, fizemos incisões pequenas, onde entram os braços do robô. Conseguimos retirar muito bem a próstata, assim como o cálculo, com sangramento mínimo. A recuperação também é muito mais rápida e vantajosa, tanto que ele ficou sem dor logo no pós-operatório", explica o especialista.

Durante a cirurgia, o médico removeu os tecidos prostáticos, que é a região crescida na hiperplasia benigna da próstata (HPB), além de retirar a grande pedra da bexiga. "Se não fosse pelo SUS, eu jamais teria condições financeiras de fazer essa cirurgia. Sinto que eu recebi uma segunda chance de Deus para tocar a vida. A coisa foi feia. Só tenho a agradecer ao Hospital de Base, à equipe médica e ao SUS", afirma o paciente.

Sobre o robô Da Vinci Xi

O Hospital de Base investiu R$ 12 milhões para aquisição do robô Da Vinci Xi, além de outros recursos destinados para melhoria da estrutura tecnológica, estrutura física (área com 1.200m²), processos de treinamento e qualificação de profissionais. O aparelho tem sistema intuitivo, que configura os braços do equipamento para simular os movimentos do cirurgião, imagens mais claras e com alta qualidade, ampliada em até 15 vezes, e em três dimensões, além de tecnologia 3D HD altamente ampliada.

A plataforma robótica também é utilizada em cirurgias urológicas, como tratamento de câncer de próstata, rim e bexiga, e em cirurgias oncológicas do aparelho digestivo, ginecológicas, como histerectomias e miomectomias. O equipamento beneficia pacientes de todo o Brasil, especialmente do interior paulista e Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

As tecnologias que diferenciam o robô Da Vinci Xi são:

  • tecnologia 3D HD altamente ampliada;
  • sistema intuitivo, que configura os braços do equipamento para simular os movimentos do cirurgião;
  • imagens mais claras e com alta qualidade, ampliada em até 15 vezes, e em três dimensões;
  • estrutura confortável para auxiliar o cirurgião em procedimentos mais longos.

Com estas tecnologias, a cirurgia robótica oferece os seguintes benefícios:

  1. atuação mais precisa e menos invasiva da equipe cirúrgica;
  2. facilidade de acesso a diversas estruturas do corpo;
  3. maior amplitude de movimento por parte do cirurgião;
  4. menor trauma cirúrgico ao paciente;
  5. redução da perda de sangue do paciente;
  6. menos dores e menor risco de infecção;
  7. menor tempo para recuperação do paciente pós-cirurgia.

Fonte: InterMídia

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