Nos dias 6 e 7 de abril, celebramos o Dia Mundial de Atividade Física e Dia Mundial da Saúde, respectivamente. As datas trazem o apontamento para a conscientização da importância da adesão de exercícios físicos para a manuter uma boa saúde. Em especial, o estímulo dirige-se à terceira idade, que segundo o Censo 2022 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cresceu 57,4% em 12 anos, totalizando mais de 22 milhões de pessoas acima dos 65 anos de idade no país.

A revista científica norte-americana BMJ publicou recentemente uma pesquisa que aponta que a prática de exercícios, mesmo de leve intensidade, alivia os sintomas da depressão e contribui para melhora no quadro. O geriatra do Grupo São Lucas, Dr. Wilson Picco (CRM 169422) reitera que a atividade física auxilia na manutenção de massa muscular, fixação de cálcio nos ossos, gerenciamento do estresse e controle de doenças mentais como Alzheimer.

“O ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que a gente alcance 30 minutos 5 vezes por semana, mas o principal é começar como puder. São importantes 2 tipos de atividade física, a aeróbica e a resistida. A aeróbica está muito relacionada à saúde cardiovascular, então, a prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral). Ela ajuda também no controle de peso, consequentemente no controle de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e dislipidemia, por exemplo. Porém, existe a necessidade do exercício resistido que, além de promover a manutenção da massa muscular, contribui para a questão da massa óssea, que previne o desenvolvimento e trata a osteoporose”, comenta.

A pesquisa ainda aponta que a atividade física, isolada ou combinada, tem uma eficiência maior do que o tratamento único exclusivo com antidepressivos. Atividades como caminhada e Yoga estão entre as avaliadas e mostraram resultados positivos, assim como as de maior intensidade, que melhoram exponencialmente a qualidade de vida do paciente.

“Se houver um controle melhor de doenças crônicas como diabetes, colesterol e hipertensão, há oportunidade de revisar e retirar as medicações. Esse é um ponto muito importante na questão do envelhecimento, já que muitos idosos usam várias medicações e acabam caindo em uma entidade que a gente chama de polifarmácia, que é o uso de mais de 5 medicações, impactando no aumento de efeitos colaterais e interações medicamentosas, que podem piorar a qualidade de vida”, complementa.

O geriatra ainda reitera a importância do acompanhamento médico em conjunto com o educador físico, para preparo de treinos adequados de acordo com o quadro de saúde de cada paciente. Ele ainda ressalta a importância da compreensão dos inúmeros benefícios trazidos com a inclusão de exercícios na rotina.

“A OMS também estima que, com exercício, podemos prevenir até 1/3 dos tipos de demência. A atividade física como intervenção isolada é a melhor para um envelhecimento saudável, que vai prevenir, tratar muitas doenças. Além disso, vai trazer uma qualidade de vida muito maior no envelhecimento. Quanto ao tipo de atividade, sempre sugiro a pessoa buscar algo que a interesse mais. O ideal é que se pratique até o fim da vida, portanto quanto mais prazeroso, mais fácil vai ser o engajamento e a continuidade. Para aqueles que não têm nenhum gosto por isso, algumas atividades em grupo, como em parques, costumam gerar uma adesão maior. O importante é termos consciência dos benefícios a longo prazo e introduzirmos dentro das possibilidades de rotina de cada paciente”, conclui.

Sobre o Grupo São Lucas - O Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP) é uma marca de tradição, qualidade e confiança em medicina de excelência há mais de 50 anos, com médicos especialistas, atendimento humanizado e estrutura própria com alta tecnologia. É composto pelo Hospital São Lucas, Hospital São Lucas Ribeirania e Especializado, Maternidade Ribeirania e São Lucas Medicina Diagnóstica. O Grupo, localizado em Ribeirão Preto (SP) é administrado pela Hospital Care, uma holding de serviços de saúde formada por mais de 30 unidades entre hospitais e clínicas, em 7 cidades do país.

Fonte: Outras Palavras

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