Na última terça-feira, 20 de agosto, ocorreu o segundo dia da Jornada Unimed Pela Inclusão da Pessoa com Deficiência, desta vez voltado para os colaboradores do Centro de Atenção Integrada à Saúde e Medicina Preventiva, na cidade de Santa Adélia. O evento está sendo promovido pela Unimed Catanduva, através do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade.

A convidada especial, Sheila Ozsvath, ministrou a palestra intitulada “A Família da Pessoa com Deficiência”. Residente em Ribeirão Preto, Sheila é formada em Comunicação Social, Marketing e Gestão Cultural. Ela é mãe e mulher com deficiência, sendo diagnosticada com Paraplegia Espástica Hereditária. “Minha mãe faleceu quando eu tinha três anos, e fui criada pela minha avó. Acredito que, por excesso de proteção e carinho, cresci cercada de muitas barreiras. Por sorte, tive minha prima Flávia, que me ajudou a superar meus limites e a me desprender do medo de ser uma pessoa com deficiência”, relatou.

Em uma conversa intimista e empoderada, Sheila compartilhou as dificuldades que enfrentou devido ao capacitismo e o impacto disso durante sua adolescência. “Eu sentia a necessidade de ser a ‘amiga legal’, aquela que faz o trabalho e coloca o nome de todos, para de alguma forma me sentir menos excluída. E, ainda assim, houve um episódio marcante em que todos da escola foram convidados para uma festa de 15 anos, menos eu.”

Capacitismo, termo usado para descrever o preconceito contra pessoas com deficiência, se manifesta através de expressões ofensivas ou pejorativas, piadas depreciativas, olhares de julgamento, infantilização de adultos com deficiência e até mesmo discriminação no mercado de trabalho. Esse preconceito causa danos psicológicos, emocionais e até físicos, pois deixa a pessoa com deficiência mais vulnerável à exclusão e à sensação de inferioridade e incapacidade. “Desde a minha infância até minha entrada na faculdade, eu acreditava no que os outros me diziam. Para eles, eu não podia fazer balé, participar de atividades físicas, ser professora ou mesmo cursar Jornalismo. Hoje, o processo de inclusão e diversidade está evoluindo para que pessoas com deficiência possam sonhar e realizar seus próprios sonhos”, enfatizou Sheila.

No contexto familiar, quando há pessoas com deficiência, é fundamental buscar conhecimento através de leituras, informações e das leis que garantem a inclusão dessas pessoas na sociedade de forma igualitária. Sabrina Larocca, colaboradora da Unimed Catanduva, é mãe de uma menina de 2 anos diagnosticada com Síndrome de Down. “É extremamente importante a existência de um espaço como o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade dentro das empresas, pois, através da comunicação, todos podem ter acesso a informações que transformam vidas”, concluiu a colaboradora.

Repensar as próprias atitudes, colocar-se no lugar do outro e garantir que a lei de inclusão seja realmente eficiente nas instituições e no mercado de trabalho é um papel fundamental de todos. Só assim, a inclusão, diversidade e acessibilidade estarão verdadeiramente inseridas em nossas rotinas.

Fonte: Emanuelle Dotta Amorim - Unimed Catanduva

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