No mês em que se realiza a campanha Agosto Verde Claro, voltada à conscientização sobre os linfomas, o deputado estadual e médico Valdomiro Lopes usou suas redes sociais para anunciar foi diagnosticado com a doença. Segundo ele, o câncer foi descoberto em estágio inicial e o tratamento com quimioterapia teve início nesta semana.

Ex-prefeito de Rio Preto por dois mandatos (2009–2016), Valdomiro tem uma trajetória política consolidada. Atualmente, exerce seu quarto mandato como deputado estadual. A notícia mobilizou a população e levantou dúvidas sobre o que são os linfomas, quais os sintomas e os caminhos para o tratamento.

Segundo a hematologista e professora da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), Dra. Mariana Longo Buka, o linfoma é um tipo de câncer do sistema linfático, rede que faz parte do sistema imunológico e atua na defesa do organismo. A doença surge quando os linfócitos, células de defesa, passam a se multiplicar de forma anormal, formando tumores nos linfonodos (ínguas), baço, timo e outros órgãos.

Os linfomas se dividem em dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin (LH) e o linfoma não-Hodgkin (LNH), sendo este último o mais frequente. A gravidade depende do subtipo e do estágio em que é identificado.

Entre os sintomas mais comuns estão aumento indolor dos linfonodos, especialmente no pescoço, axilas ou virilha; febre persistente e sem causa aparente, suores noturnos intensos, perda de peso não intencional e fadiga intensa. 

Fatores como infecções virais (HIV, HTLV, Epstein-Barr), histórico familiar, doenças autoimunes, exposição a produtos químicos e idade acima dos 60 anos aumentam o risco de desenvolver a doença.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico só é confirmado por meio de biópsia do linfonodo afetado, com análise especializada. O estadiamento precoce é determinante para o sucesso do tratamento.

De acordo com a professora da Famerp, o tratamento varia de acordo com o tipo e estágio da doença, podendo incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e, em casos selecionados, transplante de medula óssea.

“Muitos pacientes ainda chegam aos centros especializados em estágios avançados por não valorizarem os sintomas ou por atraso no acesso ao diagnóstico. A conscientização da população é fundamental”, alerta a médica.

A Famerp integra o maior complexo hospitalar do interior do estado de São Paulo: a Funfarme. Aqui, temos o Instituto do Câncer (ICA) do Hospital de Base, a Unidade de Transplante de Medula Óssea, o Hemocentro de Rio Preto, o Hemonúcleo de Catanduva, e toda a estrutura de quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo. Toda essa rede atende o SUS, ou seja, é voltada à população que mais precisa.

“A Famerp está de portas abertas para a comunidade, com ensino, pesquisa e cuidado. Nossa missão é levar saúde, bem-estar e informação à população de toda a região, por meio da ciência e do serviço público de qualidade”, reforça Dra. Mariana.

Fonte: FAMERP

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