O cigarro eletrônico foi introduzido no comércio como sendo uma boa opção para substituir o cigarro convencional porque não queima tabaco para liberar a nicotina. Mas, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no último dia 27, não é uma opção tão boa assim. "A nicotina é muito viciante, e os cigarros eletrônicos de nicotina são perigosos e devem ser mais bem regulamentados", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus .

De acordo com o oncologista torácico Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas, embora não tenha muitas das substâncias tóxicas liberadas pela queima do tabaco, o cigarro eletrônico libera outras substâncias que podem ter potencial cancerígeno "O dispositivo tem um depósito onde é colocado um líquido concentrado de nicotina, que é aquecido e inalado pela pessoa. Esse líquido além da nicotina, possui ainda um produto solvente e um químico de sabor. Isso é prejudicial e estudos estão em andamento para avaliar a relação com câncer de pulmão", diz o médico.

A OMS alerta que os fabricantes desses produtos querem, geralmente, atrair crianças e adolescentes, com uma enorme variedade de aromas e sabores, por exemplo. A preocupação é que a nicotina tem efeitos dramáticos no desenvolvimento do cérebro em menores de 20 anos de idade e ainda considera que as crianças que usam esses dispositivos têm mais chances de se tornarem fumantes na vida adulta.

No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas pela ANVISA. Porém, segundo o relatório, 84 países não contam com quaisquer medidas contra a proliferação deste tipo de produto. Outros 32 países proíbem a venda desses cigarros eletrônicos de nicotina, e 79 adotaram pelo menos uma medida para limitar seu uso, como a proibição da propaganda.

É importante alertar que o tabagismo mata 8 milhões de pessoas por ano, das quais 1 milhão são fumantes passivos, segundo a OMS.

Tabagismo durante a pandemia

Uma pesquisa de comportamento na pandemia da Fundação Oswaldo Cruz , realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas em 2020, mostrou que o consumo de cigarros aumentou durante a pandemia.

Segundo o oncologista Carlos Gil Ferreira, o tabagismo é um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, doenças respiratórias, diabetes e, o mais grave, câncer de pulmão. "A maioria dos pacientes diagnosticados com a doença é ou já foi fumante. Quem fuma também é mais vulnerável a desenvolver um quadro grave da Covid-19, uma vez que têm o pulmão mais comprometido", diz o médico.

Portanto, parar de fumar é uma batalha que pode e deve ser vencida - mas não sem ajuda. A nicotina é considerada droga e pode levar a dependência química. "Quando a pessoa resolve parar, sofre desconfortos físicos e psicológicos que podem trazer sofrimento. Por isso, é importante procurar ajuda profissional e não julgar ou desencorajar quem está passando pelo problema", afirma o oncologista.

Sobre Dr. Carlos Gil Ferreira

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1992) e doutorado em Oncologia Experimental - Free University of Amsterdam (2001). Foi pesquisador Sênior da Coordenação de Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) entre 2002 e 2015, onde exerceu as seguintes atividades: Chefe da Divisão de Pesquisa Clínica, Chefe do Programa Científico de Pesquisa Clínica, Idealizador e Pesquisador Principal do Banco Nacional de Tumores e DNA (BNT), Coordenador da Rede Nacional de Desenvolvimento de Fármacos Anticâncer (REDEFAC/SCTIE/MS) e Coordenador da Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Câncer (RNPCC/SCTIE/MS). Desde 2018 é Presidente do Instituto Oncoclínicas e Diretor Científico do Grupo Oncoclínicas. No âmbito nacional e internacional foi Membro Titular da Comissão Científica (CCVISA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No âmbito internacional é membro do Career Development and Fellowship Committee e do Bylaws Committee da International Association for the Research and Treatment of Lung Cancer (IALSC), da qual faz parte do comitê diretivo; Diretor no Brasil da International Network for Cancer Treatment and Research (INCTR); Membro do Board da Americas Health Foundation (AHF). Editor do Livro Oncologia Molecular (ganhador do Prêmio Jabuti em 2005) e Editor Geral da Série Câncer da Editora Atheneu. Já publicou mais de 100 artigos em revistas internacionais.

Fonte: Circular Comunicação

Paramount divulga trailer oficial do novo filme Street Fighter

Leia mais...

Votuporanguense encara Juventus na luta pelo acesso ao Paulistão 2027

Leia mais...

Solinftec apresenta nova geração de robôs agrícolas durante a Agrishow

Leia mais...

Vereador solicita informações sobre gastos do Canta e Encanta em Catanduva

Leia mais...

Festival de Dança de Catanduva abre com baile solidário e grandes nomes da dança

Leia mais...

Vereador Marcos Crippa homenageia equipe Mestre Preparações e reforça apoio ao esporte de arrancada em Catanduva

Leia mais...