O bruxismo é um distúrbio da articulação temporomandibular (DTM) caracterizado por ranger de dentes involuntário e aperto de mandíbula. Se não for tratada, pode afetar negativamente o funcionamento correto das articulações que conectam o osso da mandíbula ao crânio assim como a musculatura ao seu redor, pode causar danos orais graves ou até mesmo sintomas como dor de ouvido e zumbido. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 84 milhões de brasileiros sofrem de bruxismo, o que equivale a 40% da população. Um número que só cresce devido ao estresse ocasionado pela pandemia de Covid-19.
Segundo a otorrinolaringologista Milena Costa, a pandemia causada pelo coronavírus e o período de isolamento ao qual fomos acometidos, trouxeram tensão, ansiedade e até depressão para a vida das pessoas e essa combinação faz com que os sintomas de bruxismo fiquem evidentes, levando mais pacientes a procurar ajuda profissional. "Muitos pacientes nem percebem que estão forçando os dentes e chegam ao consultório do otorrinolaringologista devido sintomas no ouvido como dor ou zumbido", afirma.
O zumbido é um dos sintomas possíveis do bruxismo, além de dor na face, na cabeça, cansaço e dor nos músculos da mastigação e sensação de mandíbula travada. A otorrinolaringologista diz que por ser um hábito involuntário, pode ocorrer durante o dia ou a noite e é importante ficar atento aos sinais e procurar ajuda médica em caso de sintomas.
Existem alguns tratamentos disponíveis que ajudam bastante quem passa por esse problema, mas não existe cura, pois bruxismo não é uma doença, é um comportamento. "Ansiedade, stress, transtornos do sono e tensão têm uma relação direta tanto com o bruxismo como com a sua qualidade de vida e é muito importante identificar as causas para um tratamento adequado", afirma Milena Costa.
Sobre a Dra. Milena Costa
Médica otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, com residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e fellowship de pesquisa em Rinologia pela Stanford University, na Califórnia.
Fonte: Circular Comuinicação

