Quando estamos felizes, procuramos escutar canções animadas. Em momentos de tristezas, escolhemos as que cantam letras mais melancólicas. O som ativa diversas áreas do cérebro, mexendo com as emoções, os comportamentos e até mesmo a saúde mental. Ele tem um poder terapêutico que pode ajudar as pessoas com ansiedade ou depressão.
Ana Cláudia Alexandre, doutoranda em Psicologia Clínica e coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU Olinda, explica que a musicoterapia é um método bastante indicado pelos profissionais da área. "A canção deve ser escolhida de acordo com a situação do paciente. O objetivo é fazer com que a melodia acalme a pessoa, trazendo uma sensação de conforto e bem-estar. Se a insônia for um dos sintomas, a dica é que ela coloque uma música mais suave durante a noite com o intuito de relaxar o corpo", detalha. A psicóloga reforça que esse é um tratamento adicional, ou seja, deve ser acompanhado por medicamentos prescritos.
Escrever os pensamentos em forma de música também é algo trabalhado na musicoterapia. "Muitas vezes, as pessoas não conseguem falar o que sentem, mas têm uma facilidade em colocar os sentimentos em um papel. Durante as sessões, o paciente ainda pode procurar melodias e ir criando, aos poucos, sua própria canção", afirma Ana Cláudia.
A coordenadora reforça que ouvir músicas é uma ótima forma de lidar com os próprios sentimentos e ainda permite que as pessoas se comuniquem por meio delas. Esse tratamento vem ganhando espaço e trazendo bons resultados. Por isso, sempre que possível, é indicado separar um tempo para as canções com o objetivo de estimular o seu corpo.
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

