A Síndrome de Tourette é um distúrbio neuropsiquiátrico que faz as pessoas repetirem movimentos ou emitir sons indesejados. Elas podem estar assistindo uma aula e, inesperadamente, falar uma palavra aleatória. Esses sintomas costumam incomodar os pacientes, pois ficam constrangidos com todos observando e ainda se tornam alvos fáceis de bullying.

"Piscar repetidamente os olhos, usar palavras ofensivas, realizar gestos obscenos, franzir a testa, tossir e fungar diversas vezes são alguns dos tiques nervosos. Eles precisam ser frequentes para ter uma ligação com o distúrbio e causar uma sensação de 'alívio' após serem realizadas. Por mais que tentem conter esses impulsos, as pessoas com a síndrome não conseguem, principalmente em momentos de estresse", explica Ana Cláudia Alexandre, psicóloga, doutoranda em psicologia clínica e coordenadora de Psicologia da UNINASSAU Olinda.

O indicado é que a pessoa seja levada ao médico assim que os primeiros tiques forem notados. Quanto mais rápido, maior a chance de o tratamento ser bem-sucedido. Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada com o uso de medicamentos prescritos e a realização de atividades físicas para cuidar da saúde mental. Durante o diagnóstico, o profissional avaliará os sintomas e sua duração para confirmar o transtorno e não o confundir com outro.

Por ser desagradável para as pessoas que possuem a síndrome, Ana Cláudia indica que familiares, professores e amigos não repreendam ou reajam aos atos involuntários. "Chamar a atenção para os sintomas só vai causar problemas de autoestima, assim como depressão e ansiedade. E a situação pode piorar no caso de crianças e adolescentes, pois encontram dificuldades na aprendizagem e há a presença do bullying no local de estudo, assim como a possibilidade de isolamento para evitar comentários maldosos", finaliza.

Fonte: Imprensa - UNINASSAU

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