O óleo de coco ganhou mais popularidade desde que diversos influenciadores começaram a falar sobre os seus benefícios. A utilização dessa iguaria ajuda a regular a glicose do sangue, a manter a saúde da pele e do cabelo, a combater infecção por vírus e até a tratar Alzheimer. Tudo isso devido as suas propriedades.
Dentre os atributos nutricionais, o efeito antioxidante do óleo de coco se destaca, por o tornar um produto com fator rejuvenescedor. De acordo com André Nascimento, nutricionista e professor do UNINASSAU -- Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Graças, não é apenas na cozinha que esse produto tem valor. A fama do ingrediente cresceu quando começou a ser usado para fins estéticos. Diversos estudos mostram as qualidades no campo dermatológico e capilar.
"A propriedade hidratante do óleo de coco já é bem comprovada, até mesmo em áreas difíceis da pele, como a perto dos olhos. Muita gente utiliza como instrumento facilitador de massagens e, como água e óleo não se misturam, ele também é usado para retirar aquelas maquiagens à prova d'água. Falando em hidratação, é uma alternativa natural para combater o frizz e relaxar os cabelos", afirma André.
Além do uso estético, o consumo do óleo de coco também se popularizou bastante nos últimos anos. Existem dois tipos que podem ser ingeridos. Quando obtido do coco fresco (ou verde), ele é chamado de óleo refinado. Esse processo causa a perda de nutrientes, pelo fato de ser submetido a temperaturas elevadas. O melhor para ser consumido é o extravirgem, produzido a partir do coco seco, que possui mais qualidades nutricionais. Entretanto, André ressalta que, apesar das divulgações na internet, o óleo de coco aumenta o colesterol e não o contrário.
"Esse produto é fonte de ácidos graxos, por isso, muitas pessoas o tratam como uma gordura boa. Porém, por ser insaturado, como o óleo de peixe, o consumo deve ser limitado. Na verdade, nenhum óleo pode ser consumido em excesso, mesmo os que aumentam o HDL, pois o colesterol total acaba sendo influenciado também", explica o especialista.
Mesmo com todos os prós e contras, o óleo de coco, principalmente o extravirgem, é um bom substituto para outros lipídios mais tradicionais, porém, assim como eles, seu consumo deve ser controlado. "Não adianta começar a usar o óleo de coco em tudo achando que vai emagrecer e não vai mais precisar se preocupar com o colesterol. Se for assim, talvez seja mais fácil atingir o efeito contrário. Ele pode até ser menos nocivo que outras fontes de gordura, mas não é uma solução definitiva. Atividades físicas e dietas balanceadas ainda são a recomendação ideal para quem quer ter uma vida saudável", conclui André.
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

