Enquanto a Síndrome do Peter Pan é mais comum em homens, a de Wendy é bastante diagnosticada em mulheres. Apesar de não ser reconhecido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) como uma doença, esse complexo deve ser tratado para evitar o surgimento de problemas nas relações pessoais.
Márcia Karine Monteiro, psicóloga, neuropsicopedagoga e coordenadora do curso de Psicologia do UNINASSAU -- Centro Universitário Maurício de Nassau Paulista, apresenta as características da síndrome. "O zelo excessivo é o sintoma principal. Por ser um ato de carinho e atenção, as pessoas costumam demorar a notar a presença do problema. Ele se torna mais visível quando gera um incômodo ou prejuízo. Geralmente, quem tem a Síndrome de Wendy deseja impedir que o outro se torne independente, tome decisões ou fique triste ou frustrado por conta de alguma situação".
Nesse caso, a pessoa se vê na obrigação de assumir as responsabilidades e dores de quem ama, se tornando superprotetora. Isso acaba causando um desgaste emocional. Porém, ela não se importa com os sentimentos em dobro.
"Um outro fator que indica quando a pessoa está sofrendo da Síndrome de Wendy é quando os envolvidos se sentem sufocados pela sua presença. Como pode ser confundido com outros transtornos mentais, é importante procurar um psicólogo para ele realizar o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento. Dependendo da gravidade, talvez seja necessário o acompanhamento com um psiquiatra", conclui Márcia.
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

