A cirurgia bariátrica é a ferramenta mais eficaz, duradoura e econômica para o tratamento da obesidade se comparada aos novos medicamentos injetáveis, como a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), apontam estudos recentes publicados em revistas científicas internacionais. No Brasil, o custo estimado com os medicamentos injetáveis pode atingir mais de R$ 45 mil em apenas um ano para o tratamento do paciente que busca a perda de peso.

Segundo uma análise publicada na revista científica Surgical Endoscopy, os custos com medicamentos análogos ao GLP-1 ultrapassam o valor de uma cirurgia bariátrica em menos 12 meses nos Estados Unidos. No Brasil, o procedimento cirúrgico particular custa entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, enquanto o tratamento contínuo com medicamentos como Ozempic (cerca de R$ 1.300/mês), Wegovy (R$ 2.370/mês) ou Mounjaro (R$ 3.791/mês) representa uma despesa vitalícia, que pode ultrapassar os R$ 45 mil por ano.

No entanto, diferente da realidade norte-americana, no Brasil a cirurgia bariátrica está disponível na saúde pública, coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e também está incluída na cobertura obrigatória dos planos de saúde. Isso torna o procedimento ainda mais acessível à população que enfrenta a obesidade grave e suas comorbidades.

Perda de peso a longo prazo

Além do custo, estudos apresentados no Congresso Anual da American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS) mostram que a cirurgia bariátrica promove perda de peso média de 30% mantida por até 10 anos. O resultado é muito superior aos novos medicamentos como semaglutida e tirzepatida que estabilizam suas perdas entre 14% a 22%, e apresentam reversão significativa do peso perdido e recidiva da obesidade após a interrupção do tratamento — cerca de 50% do peso perdido é recuperado em até um ano após a suspensão do medicamento.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Juliano Canavarros, dependendo do nível de obesidade do paciente, a cirurgia representa um tratamento com benefícios duradouros e impactos econômicos e sociais na saúde do paciente para a vida toda.

"O tratamento precisa ser avaliado no médio e longo prazo. Isso porque a cirurgia bariátrica tem um efeito contínuo no metabolismo do paciente, mesmo muitos anos após o procedimento. Já os medicamentos precisam ser usados de forma contínua, e a interrupção do tratamento irá levar à recuperação do peso perdido", destaca Canavarros.

A importância de uma avaliação médica eficiente

O presidente do Conselho Consultivo e Fiscal da SBCBM, Dr. Fábio Viegas, alerta ainda para o fato de que o paciente deve ficar atento aos tratamentos para obesidade que têm sido ofertados na internet e que prometem facilidade, baixo custo e efeitos milagrosos.

"Temos visto uma enxurrada de produtos, alimentos e tratamentos que podem causar mais danos do que benefícios à saúde do paciente. É fundamental que as pessoas consultem um médico associado a Sociedades Médicas Brasileiras, avaliem o currículo do profissional e escutem uma segunda opinião, se necessário. Não é todo tratamento que é indicado para qualquer paciente. A ingestão de medicamentos, em determinados casos, por exemplo, pode ocasionar outros problemas de saúde como a sobrecarga hepática e renal", explica Viegas.

No que se refere à cirurgia bariátrica, ele lembra que o procedimento tornou-se cada vez mais seguro, com evidências científicas comprovadas para o tratamento da obesidade grave.

"Hoje a cirurgia é feita por vídeo e em dois dias o paciente está bem, em casa e existe cobertura pelo SUS e pelos planos de saúde. Se o plano tiver que pagar a medicação e não curar a obesidade, qual será a vantagem? A cirurgia controla o peso e as comorbidades de forma muito mais barata e efetiva", frisa o especialista.

Benefícios além da perda de peso – A cirurgia também está associada a redução significativa do uso de medicamentos, menos visitas médicas e ao hospital e diminuição da mortalidade por causas relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Apesar disso, o acesso ao procedimento ainda é difícil e menos de 1% da população que atende aos critérios e estão elegíveis têm acesso ao tratamento cirúrgico da obesidade no Brasil.

"A obesidade é uma doença crônica e complexa. Precisamos usar todas as ferramentas disponíveis para combatê-la, e a cirurgia não pode ser vista como última opção", reforça Canavarros.

Obesidade no Brasil – A obesidade é uma das doenças que mais cresce no Brasil. Dados divulgados pelo SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), do Ministério da Saúde, que tem como objetivo principal promover informação contínua sobre as condições nutricionais da população e os fatores que as influenciam, apontam que 34,66% da população está com algum nível de obesidade. Os dados são referentes ao ano de 2024, quando foram avaliados mais de 26,2 milhões de pessoas. O levantamento inédito, aponta que o número de pessoas com obesidade mórbida ou índice de massa corporal (IMC) grau III, acima de 40 kg/m², atingiu 1.161.831 milhões de pessoas no ano passado ou 4.63%; o número de pessoas com obesidade grau II soma 2.176.071 de pessoas ou 8.67% da população e com obesidade grau I atinge 5.348.439, representando 21.31% da população.

Fonte: Comunicore

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