O estresse é visto, muitas vezes, como um sentimento de irritabilidade causado por algum tipo de sobrecarga mental. Esse conceito não está errado, mas é incompleto. O estresse é uma resposta do corpo e cérebro a um determinado tipo de estímulo. A dor de cabeça que surge após um período longo de estudos pode ser estresse, a irritação após receber várias demandas no trabalho e o incômodo sentido após uma contração repetida durante a musculação também. A condição não é, por si só, maléfica, mas ficar exposto a longos períodos pode causar problemas de saúde.

E como o estresse acontece? Ao se deparar com circunstâncias súbitas ou ameaçadoras, o cérebro envia sinais para o resto do corpo do indivíduo, fazendo com que sejam liberados diversos hormônios, como adrenalina e cortisol, que servem para aumentar, temporariamente, as capacidades físicas das pessoas. É o chamado "estado de combate" do organismo, segundo a psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Paulista, Márcia Karine: "Quando nosso corpo percebe uma situação nova, como, por exemplo, saber que estamos atrasados para algum compromisso, ele nos deixa em 'alerta' e solta substâncias para que possamos correr mais rápido", explica.

O estresse pode se manifestar de três formas. A primeira é a aguda, que é a resposta do corpo perante uma nova urgência, como uma notícia ruim, um imprevisto, uma atividade difícil, entre outras coisas. A segunda é a aguda episódica, conhecida como o "ataque de nervos", ou aquele sentimento de preocupação excessiva e constante. Pessoas que sofrem desse tipo de condição podem desenvolver outras disfunções, como úlceras, taquicardia, problemas de pressão, entre outras.

A última é a crônica, que vem de alguma situação que marca a pessoa e acaba moldando sua personalidade, de forma que quem sofre com ela acaba se acostumando com a condição. "Pessoas que sofrem de estresse crônico acham que aquilo faz parte delas e que não há nenhum problema a ser resolvido. São extremamente preocupadas com situações ligadas ao trauma causador. Esse estímulo não costuma se manifestar de forma tão grave quanto o agudo, mas é bem mais difícil de resolver. Sobre o estresse agudo, existe uma condição particular que vêm de circunstâncias que causam um impacto muito grande no indivíduo, ou seja, o estresse pós-traumático, que precisa ser tratado com urgência", detalha Márcia.

Os cuidados exigidos para a redução do estresse vão desde a realização de atividades físicas, até melhorias na alimentação e busca por 'momentos de felicidade', como afirma a psicóloga. "O cuidado na hora do descanso é importante, porém, não é só porque relaxa que precisa ser 'calmo'. Esportes radicais, por exemplo, liberam vários hormônios que servem de analgésicos naturais, como a endorfina. Mas, além do descanso e dos esportes, a colaboração também pode ajudar. Desabafar com amigos e familiares ajuda a dividir o peso que carregamos. Outro hábito importante é o de fazer um acompanhamento com o psicólogo, pois pode nos ajudar a bolar estratégias para tratar e prever o estresse", conclui a docente.

Fonte: Imprensa - UNINASSAU

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