Conhecido como uma das doenças mais mortais de todos os tempos, perdendo apenas para a Peste Negra e a Gripe Espanhola, o câncer é visto como o "ponto final" para muitos pacientes. Suas consequências podem variar desde fadiga, náuseas, mudanças abruptas de peso, perda de órgãos (inclusive como forma de tratamento) e, muitas vezes, pode levar à morte. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que 8,2 milhões de pessoas morrem a cada ano por causa da doença.
O câncer é um termo que engloba mais de 200 doenças diferentes, porém, originadas do mesmo problema: o crescimento descontrolado e anormal de células, tanto em tamanho, quanto em número. Alguns exemplos comuns são o câncer de mama, de próstata, pulmão e o sanguíneo (Leucemia). Segundo a psicóloga e professora do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Larissa de Oliveira, o câncer, por sua gravidade e difícil tratamento (cuja certeza de sucesso, muitas vezes, é baixa), traz forte impacto psicológico nos pacientes.
"Essa necessidade de acompanhamento terapêutico durante a luta contra a doença acabou motivando o surgimento de outra vertente do ramo de saúde, chamada Psico-Oncologia. Apesar do nome, ela não é restrita a psicólogos, podendo ser exercida por qualquer profissional de saúde, desde que tenha formação para tal", afirma a especialista.
Larissa explica que, dentre os maiores medos enfrentados pelos pacientes com câncer está a possibilidade da morte, porém, o processo, muitas vezes, aparenta ser ainda pior para os familiares. "Várias pessoas relatam que, quando recebem a notícia da doença, são acometidas por um sentimento de vazio, de que 'tudo acabou'. Quando começam o tratamento, muitos conseguem aceitar o fato e empenham-se para superar a doença, mas o mesmo não se pode dizer dos parentes. A família sente-se culpada por não poder ajudar, além do medo de lidar com a perda, caso o paciente venha a óbito. O trabalho do psicólogo mostra-se importante aqui, pois, ele vai ajudar os familiares a se reestruturarem mentalmente para que possam dar o apoio ao parente com câncer", destaca.
O tratamento da doença pode ser custoso, de várias formas, e costuma durar desde alguns meses até anos. Essa variação se dá pelo tipo de tumor, assim como seu tamanho. Além da psicoterapia com foco oncológico, para tratar dos problemas mentais que podem surgir, quando se fala da parte física, uma das contramedidas mais comuns é a quimioterapia, na qual são aplicadas medicações para reduzir (ou, até mesmo, impedir) o avanço das células cancerígenas.
Durante o processo, o paciente pode ficar suscetível a outras doenças. "Mais do que a carga mental que o câncer traz, as vítimas e familiares ainda podem desenvolver transtornos depressivos. Como sabemos, a depressão é uma doença que tira a motivação das pessoas. E força de vontade é algo muito importante para quem quer superar o câncer. Em momentos assim, não queremos ter outra coisa para nos preocupar, mas não podemos, nunca, deixar de cuidar da nossa saúde mental', conclui Larissa.
Por Mário Vasconcelos
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

