Cabelos grisalhos, de olhos azuis profundos e acompanhado da sua parceira, Walmira Pereira, 56 anos, o agricultor José Berto, 65 anos, ganhou no dia 14 de julho um agradável banho de sol depois de 70 dias sem sair ao ar livre, sendo 45 deles aos cuidados da equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Emocionada ao ver o marido melhor, Walmira exclamou carinhosamente: “meu loiro”.

A iniciativa faz parte do protocolo de humanização da UTI Adulto do Hospital Unimed São Domingos (HUSD), da Unimed Catanduva, e é conduzida pelo intensivista José Braz Cotrim. “Para nós, é uma imensa satisfação trazê-lo para fora da unidade. Sempre que um paciente apresenta capacidade clínica, o levamos para o banho de sol. Neste caso, o senhor José está com condições plenas, nutrição via oral, já dando os primeiros passos. Um caso de sucesso”, afirmou o intensivista.

O agricultor se recupera de uma cirurgia ortopédica. Por conta de outras comorbidades, José sofreu complicações no pós-operatório. Contrariando a evolução de um possível diagnóstico negativo, ele dribla as dificuldades com bom humor. “O mundo existe. Achei muito legal a iniciativa, tomar um solzinho na pele. Aqui, respiramos um ar diferente e as horas passam rápido. Que outros pacientes possam ter esse benefício”, disse.

A família também se beneficia da visita estendida, projeto de humanização do hospital que permite ao acompanhante permanecer por até seis horas por dia na UTI Adulto, ao lado do paciente. “São pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. Há percepção de melhora e a família pode acompanhar de perto a evolução. Fica tudo mais fácil”, explicou o médico.

“Venho todos os dias para acompanhá-lo. Consigo servir o almoço e a janta. Passamos alguns dias difíceis. Vê-lo em recuperação e, ainda por cima, ganhando esse banho de sol, é motivo de muita felicidade”, disse Walmira.

O ganho é dos dois lados: o alto astral de José contagia e faz com que a equipe hospitalar fique ainda mais motivada. “É uma satisfação muito grande, profissional e pessoalmente, em poder participar dessa fase, denominada Fase 1 da reabilitação. Conseguimos fazer com que o paciente se recupere o máximo possível dentro da UTI. Assim, quando estiver na Enfermaria, ou até mesmo em casa, ele estará em uma melhor condição para continuar a reabilitação com o menor déficit possível nas partes motora e respiratória. Toda essa evolução é possível quando somamos os esforços de todas as áreas envolvidas”, disse o coordenador da Fisioterapia da UTI, Thiago Galli.

Fonte: Unimed Catanduva

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