Apesar de a taxa de notificação de potenciais doadores de órgãos ter aumentado, a taxa de doadores efetivos caiu no mesmo percentual. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a queda se deve à perda na taxa de efetivação da doação. De janeiro a março de 2022 a taxa de notificação dos potenciais doadores (56,7 pmp) caiu apenas 1,7%, enquanto a taxa de efetivação da doação (24,4%) diminuiu 6,9%. Essa menor taxa de doação foi devido ao aumento de 9,5% na taxa de não autorização familiar para a doação (46% dos familiares entrevistados foram contrários à doação). Os dados constam no Registro Brasileiro de Transplantes da ABTO.

Para o enfermeiro da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do Hospital Padre Albino, Carlos Eduardo Mancini Gomes, o processo de diálogo sobre a importância da doação, se não tratado com o devido afinco, pode interferir na hora da decisão. “Quando falamos em doações de órgãos, existem ainda, em países latinos ao qual pertencemos, certas dúvidas e paradigmas que precisam ser trabalhados”, disse Carlos.

Desde 2012, quando entrou em vigor a nova legislação, a decisão pela doação de órgãos no Brasil passou a ser familiar, ou seja, após a constatação médica do óbito a família tem por direito ser informada da possibilidade da doação e diante disso em conversa e acolhimento decidem sobre o processo, sendo eles parentes de 1º e 2º grau (pais, filhos, irmãos, avós, netos e cônjuge). “Os hospitais da FPA possuem a Comissão Intra-hospitalar que atua 24 horas, visando identificar e informar os familiares da possibilidade da doação, quando o potencial doador preenche todos os critérios clínicos e diagnósticos, através de questionário que auxilia nesse processo”, explica o enfermeiro, que enfatiza que sempre quando há possibilidade da doação, procede o acolhimento da família. “Temos que agir com sensibilidade e respeito, pois, se tratando de momento difícil em que eles se encontram, oferecemos a possibilidade de que a vida pode ‘continuar’ com a doação. O processo de doação só acontece quando todas as dúvidas são sanadas e a relação de ajuda se concretiza”.

Carlos aponta que a constante capacitação da equipe de assistência do hospital fortifica o processo e aumenta as chances positivas de captação. “Ficamos muito felizes em saber que nosso trabalho está surtindo efeito. Nossa maior meta é poder ofertar o maior número de órgãos e tecidos, possibilitando que muitas vidas sejam salvas; porém, isso só se concretiza através do consentimento familiar. Trata-se de ato de generosidade que, mesmo com a perda de um ente querido, ainda pode ajudar muitas pessoas a ter novamente sua qualidade de vida retomada”, ressalta Carlos, que faz o apelo. “Converse com seus familiares e manifeste seu desejo, pois são eles que irão decidir por você. Seja também um doador de órgãos e salve vidas!”

Fonte: Fundação Padre Albino

Em primeiro discurso na tribuna, vereador Professor Léo reafirma compromisso com a educação, o esporte e a população de Catanduva

Leia mais...

Vereador Marcelo da AVCC usa a tribuna e destaca fé, gratidão e compromisso com o serviço à população

Leia mais...

Vacinação Antirrábica tem nova etapa neste fim de semana em Catanduva

Leia mais...

Festival Nacional de Viola Caipira reunirá artistas de três estados na Festa do Porco 2026

Leia mais...

Catanduva recebe reconhecimento por cadeia produtiva de equipamentos para gastronomia e ventilação

Leia mais...

Dr. Eduardo Nóbrega destina R$ 150 mil ao HPA em visita à Fundação

Leia mais...